Garrincha, Jairzinho, Maurício, Túlio Maravilha. A camisa 7 do Botafogo é uma das instituições mais históricas do futebol mundial. No entanto, o patrimônio não vem sendo fruto de muita alegria para os botafoguenses nos últimos anos. Mesmo com todos os listados acima, o último jogador a vestir a camisa 7 que teve um status próximo do de ídolo foi Dodô, em 2007. Já faz dez anos.

— Depois que eu saí, acho que o melhor foi ele (Dodô). Pela habilidade, pelos gols bonitos… O Loco Abreu até poderia, mas ele usou a 13 do Zagallo. Dodô foi quem mais se aproximou da minha história — disse Túlio Maravilha, que passou a vestir a 7 numa ação de marketing em 1995 e foi o protagonista da conquista do título Brasileiro pelo Alvinegro naquele ano.

Montillo foi o último que não correspondeu. Na sua bela e emocionante despedida, ele próprio admitiu que as lesões frequentes o impediram de atingir um bom nível técnico em campo.

— A partir do momento que o jogador vai convivendo no clube, com torcedores, e com a história que essa camisa representa, isso passa a ser uma responsabilidade muito grande. Aí se o jogador não tiver personalidade, não rende — afirmou Túlio.

Quem fez história com o lendário número das costas, como Túlio, reconhece que o tecido dessa camisa parece mais pesado que o das demais.

— Há um respeito, um carinho, um sentimento em prol dessa camisa que é respeitada mundialmente. Talvez isso pese para alguns e para outros não — disse Maurício, herói do título de 1989 com a camisa 7.

Túlio concordou.

— Ela tem peso especial, na mesma proporção da 10 do Santos, a 10 do Barcelona, e a 7 do Real Madrid (depois de Raúl e Cristiano Ronaldo).

PIMPÃO É A APOSTA DO MOMENTO

Contra o Atlético-MG, na última quinta — o primeiro jogo após a aposentadoria de Montillo — a camisa mais importante do Botafogo ficou a cargo de Rodrigo Pimpão. Hoje, contra o Corinthians, ele é o favorito a continuar com a 7.

Para Maurício, que entregou a camisa 7 nas mãos de Montillo no início da temporada, o atacante é uma boa opção para o fardo:

— É um jogador que joga para o time, corre muito, marca. Nesse Botafogo atual, que se destaca mais pelo conjunto, pelos atletas voluntariosos, do que pela qualidade individual, acho que ele se encaixa bem — afirmou.

No entanto, o ex-atacante vê alguns nomes em sua posição que poderiam reforçar o Alvinegro. É público que o clube busca um centroavante como reforço.

— Tem alguns que são reservas em seus clubes e poderiam vir. O Rafael Moura (do Atlético-MG), por exemplo. Mas eu sei das restrições financeiras do Botafogo, está difícil encontrar algum bom e barato. Clubes com mais dinheiro, como Palmeiras e Atlético-MG, tem vários no elenco.

Fonte: Extra Online