O Engenhão completa nesta quarta-feira um ano de interdição deixando o Botafogo com um misto de sentimentos. Na Libertadores, os jogadores curtem o bom momento no Maracanã, onde a torcida abraçou o time, reunindo mais de 100 mil pessoas em três jogos. Mas fica ainda a indignação por não poder jogar em seu estádio.

Em 26 de março de 2013, o Estádio Olímpico João Havelange, popularmente conhecido como Engenhão, foi fechado por problemas estruturais detectados na cobertura. Um ano depois, o clube prefere não se pronunciar sobre a controversa interdição e diz apenas que está acompanhando o andamento da reforma.

Inicialmente, a prefeitura do Rio de Janeiro deu como prazo para reabertura o mês de novembro deste ano, mas há a expectativa (e a pressão) da diretoria botafoguense de o Engenhão ser reaberto parcialmente ainda neste semestre. O clube cogita até mesmo mandar alguns jogos da Libertadores no seu estádio, usando apenas a parte inferior das arquibancadas. Os jogadores se mostram favoráveis a um retorno ao local.

— O Botafogo foi prejudicado. O clube perdeu dinheiro, e os jogadores perderam a casa, já que estávamos acostumados ao campo, ao estádio. Esperamos que volte ainda este ano — disse o lateral Julio Cesar.

Sem teto, o Alvinegro precisou recorrer a um acordo com a Concessionária Maracanã. No Mário Filho, fez um bom Campeonato Brasileiro e conquistou a vaga na Libertadores após longos 18 anos de ausência. Pela competição, o time já mandou três jogos no estádio e venceu todos, com boa presença da torcida, com a melhor média de público do torneio.

Mas apesar de se sentir bem no renovado Maracanã, o Botafogo sente falta de seu lar, onde jogaria com baixo custo e menos prejuízos em partidas sem tanto apelo.

Fonte: Extra Online