Para muitos, um “craque problema”. Para outros, um ídolo que merece ser reverenciado. Heleno de Freitas dizia não ser jogador de futebol, mas sim jogador do Botafogo. Dentro das quatro linhas, se tornou o 4º maior artilheiro do clube, com 209 gols, e eleito o 7º maior ídolo em votação realizada pelos jornais O Globo/Extra. Heleno foi o maior nome alvinegro antes de Garrincha.
— Isso para mim é sensacional. Eu fui capitã da seleção brasileira de voleibol, joguei muitos anos no Fluminense, no Tijuca, e sempre me inspirei nele, na história dele. Ele era um guerreiro, não gostava de perder. Para mim, é até hoje um motivo de muito orgulho em ser sobrinha dele – conta Helenize de Freitas.
Heleno não ganhou títulos de expressão pelo clube, mas foi retratado até nas telonas em “Heleno“, filme de 2011, que conta a história do galã-jogador que exaltava o orgulho e a honra em defender o Glorioso. Para os familiares, o ranking é mais uma chance de manter a história do craque viva.
— Eu não cheguei a vê-lo jogar. Eu sei mais da carreira dele, pelos filmes, pelos livros. Lembro que ele brigava quando não consegui fazer gol, quando errava um passe. Eu era muito garota quando convivemos com ele. Era muito gentil e muito amoroso conosco – conta a sobrinha.
