A infância nas quadras do Minas Tênis Clube parecia preparar Helton para uma carreira no vôlei, como teve sua mãe, Eliana Aleixo, ex-capitã da seleção brasileira. Mas, aos 15 anos, o atleta decidiu que caminharia pelo outro lado de sua árvore genealógica e seguiria os passos do pai, o goleiro João Leite. Dez anos depois, o herdeiro das luvas tem a perspectiva de defender a meta alvinegra durante os três meses de ausência de Jefferson. Será ele o dono da camisa 1, neste domingo, contra o Sport, na segunda rodada do Brasileiro.

João, orgulhoso do “homem de equilíbrio e fé” que o filho se tornou, não esconde a empolgação com o momento especial na carreira de Helton e garante que não pega no seu pé.

— O futebol é naturalmente um ambiente de pressão. Já existem cobranças da torcida, da imprensa… Ele não precisa de mais gente em cima — afirma João Leite, que hoje é deputado estadual (PSDB-MG).

O incentivo do ex-goleiro é reconhecido por Helton:

— Ter um pai que conhece bem a área em que atuo é muito bom, porque me ajuda a enxergar as coisas da maneira certa. Ele me apoia incondicionalmente.

Na última quinta-feira, depois de compromissos políticos em Nova Lima (MG), João chegou em casa a tempo de acompanhar a reta final da vitória por 1 a 0 sobre o Juazeirense-BA, pela Copa do Brasil. Satisfeito com o que viu, mandou mensagens de elogio ao filho pela segurança demonstrada em campo. Um afago importante após falhas nos dois jogos anteriores e a iminente chegada de um concorrente — o Botafogo tem um acerto com Sidão, do Audax-SP.

— Enquanto o atacante é avaliado pelos acertos, o goleiro é analisado pelas falhas. Não tem jeito. Eu também tive momentos difíceis, franguei, fui para o banco… Ele não pode se abater — orienta João, jogador que mais vezes vestiu a camisa do Atlético-MG, com 684 partidas.

Fonte: Extra Online