Rebaixado pela segunda vez em sua história, o Botafogo ainda digere o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Se durante a reapresentação da equipe, após dois dias de folga, os jogadores exibiram tímidos sorrisos, a realidade é outra quando estão fora do clube. Vergonha, Insônia e até mesmo reclusão são as palavras que melhor definem a situação dos jogadores do Alvinegro.

Um dos que mais sentiu a queda foi Gabriel. O apoiador não conteve as lágrimas em algumas oportunidades. Já havia chorado na derrota para o Figueirense, em São Januário e repetiu o ato após o rebaixamento ter sido consumado após novo revés para o Santos, ne Vila Belmiro. “Não tem como se segurar em um momento como esse”, desabafou Gabriel em rápido bate-bapo com o UOL Esporte.

O volante, no entanto, não é o único a sentir as consequências do rebaixamento. Mesmo com pouco tempo de Botafogo, Régis se mostrou abatido com a queda. O lateral direito não fugiu da responsabilidade, ao contrário de outros experientes jogadores, que preferiram não atender a imprensa na última quarta-feira.

“É muito difícil, uma situação que eu já passei ano passado [pela Ponte Preta]. Você começa a questionar a sua carreira, até mesmo sua qualidade. Eu sinto muito pelo o que acontece com o Botafogo, que é muito grande e não merece jogar a Série B. Isso machuca, logo após a partida é preciso recomeçar, não dá para se lamentar, tem que seguir em frente. O Botafogo precisa de jogadores para recoloca-lo na Série A. Dói, machuca, mas precisamos superar”, disse Régis.

“Não consegui dormir durante dois dias. Não tem clima para vida social. É difícil você sair na rua e escutar coisas que não quer. Todo mundo te olha diferente. É difícil porque a nossa profissão é complicada. Não existe tempo para nos lamentarmos”, desabafou o lateral direito, que tem contrato com o Botafogo até setembro de 2015.

A solução para que a ressaca deixe o Botafogo é retomar o caminho das vitórias. E que isso ocorra já neste domingo, quando o Alvinegro medirá forças com o Atlético-MG, em Brasília, na despedida do Brasileiro. “Sacudir a poeira e se apegar nos seus familiares. Nesse momento o que interessa é ajudar o Botafogo a voltar ao lugar que merece”, conclui Régis. É o que a torcida mais espera.

Fonte: UOL