Natural de Tocantinópolis (TO), Luiz Fernando foi apresentado como um dos primeiros reforços do Botafogo para a atual temporada. Havia feito um 2017 muito bom com a camisa do Atlético-GO, o que fez o clube carioca investir R$ 2,5 milhões para comprar 50% dos direitos econômicos do atacante de 22 anos, com contrato até o fim de 2021.

Desde o primeiro jogo da temporada, Luiz foi opção entre os titulares. A timidez fora de campo refletiu dentro dele nas atuações iniciais, tanto que, quando Alberto Valentim assumiu o comando técnico, para a Taça Rio, passou a ser reserva. Ezequiel era o titular na ponta direita. Só foi retornar ao time titular em jogo diante do Vasco, pela semifinal da Taça Rio, no qual veio a marcar o seu primeiro gol pelo Alvinegro.

Passou a evoluir concomitantemente à equipe de Valentim. O seu auge na temporada, certamente, se deu ainda no Estadual, quando, contra um favorito Flamengo, desbancou a vantagem do empate do arquirrival ao balançar a rede e pôr a mão no nariz – uma alusão ao “cheirinho”, provocação. O gol levou o time à final e se tornou essencial para a conquista do título.

Pelo Campeonato Brasileiro, quase sempre foi substituído na segunda etapa, muita das vezes para dar lugar a Rodrigo Pimpão, e provou ser importante, de fato, na Era Zé Ricardo, quando marcou três gols importantes – um deles contra a Chapecoense, quando o Botafogo alijou a chance do rebaixamento. O técnico, aliás, elogiou o potencial de Luiz Fernando, em entrevista exclusiva ao LANCE!: “Está se soltando. Já via muito potencial no Luiz, que é humilde escuta bastante”. O atacante fecha o ano em alta com 54 jogos e sete gols.

O ANO DE LUIZ FERNANDO

SOBE – Cheirinho
A comemoração tampando o nariz ao marcar o gol que eliminou o Flamengo, no primeiro clássico após a provocação de Vinícius Jr., nunca será esquecida.

DESCE – Termômetro
Apesar do crescimento nos últimos meses, a instabilidade semana após semana foi um reflexo do que foi o Glorioso em 2018.

Fonte: Terra