Jejum de vitórias do Botafogo coincide com queda de produtividade do ataque

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A grosso modo, o futebol vive de gols. Se um time não consegue marcá-los, não há mais nada que possa fazer para se sair vitorioso. O raciocínio parece banal, mas ajuda a entender o que se passa com o Botafogo. O declínio na temporada coincide com uma queda acentuada de produtividade no ataque. Desde a partida contra o Cruzeiro, no dia 18 de setembro, os gols se tornaram escassos. A partir daí, a equipe não venceu mais.

Nestes seis jogos de jejum de vitórias (cinco pelo Brasileiro e um pela Copa do Brasil), o Alvinegro só fez três gols. Nas seis partidas anteriores, o ataque foi bem mais eficiente: marcou dez vezes. Uma queda de 70% no poder de fogo.

— Acabamos não fazendo gols nas oportunidades que tivemos. O Grêmio deu um chute só no gol do Jefferson — lamentou o volante Renato, referindo-se à derrota por 1 a 0 no último sábado, no Maracanã.

Antes do jogo contra o Cruzeiro, o Alvinegro somava 35 gols e era o dono do segundo melhor ataque do campeonato. Cinco rodadas depois, esse número subiu para apenas 37 (o utro gol feito neste período foi na Copa do Brasil), e o ataque do Botafogo já foi ultrapassado pelos de Atlético Paranaense, Vitória, Internacional e Portuguesa. O jejum de Seedorf, que não marca há 13 partidas, empurra o poder de fogo do time para baixo. Mas o holandês não está sozinho.

Lodeiro amarga 10 jogos sem gols. O jejum de Rafael Marques é quase igual (nove partidas), e o de Hyuri, um pouco menor (seis). Dos homens de frente, Elias é o único que continua marcando. Mas ele não entra em campo há quatro jogos por conta de uma lesão. Foi graças aos jogadores do setor defensivo que a rede balançou três vezes nas últimas seis partidas: o lateral-direito Edílson fez dois gols e o zagueiro Bolívar também deixou sua contribuição.

— O time vem criando, mas a bola não está entrando. A partir do momento em que ela voltar a entrar, as vitórias vão voltar também — resumiu Renato.

Fonte: Extra Online

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