Um dos integrantes mais importantes do processo da Botafogo S/A, o empresário Laércio Paiva apresentou, nesta quinta (12), em General Severiano, o Plano de Negócios do projeto que transformará o Alvinegro em clube-empresa nesta temporada.

Torcedor declarado, Laércio não escondeu a alegria pela aprovação do Conselho Deliberativo e revelou, inclusive, o montante de investimento com o qual o Botafogo iniciará o processo de profissionalização de sua gestão.

— Os 200 milhões apresentados no slide são mínimos de investimento no futebol. Os valores que estão sendo tratados são valores superiores a esse. A partir daí você tem um equacionamento de dívida no total do montante — disse.

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Confira mais declarações de Laércio Paiva:

O que significou este passo para o Clube?

— É um evento muito importante. A gente conseguiu ter a aprovação do Conselho para que o Conselho Diretor pudesse negociar, em termos mínimos, com os investidores. Muitos são investidores apaixonados pelo clube, outros são profissionais. Os apaixonados já fizeram seus compromissos. Os profissionais gostariam de ter uma representação formal em conselho deliberativo. Isso é um passo fundamental para avançarmos.

O que representa este passo para o projeto?

— Quando você senta para conversar com um investidor, a primeira pergunta dele é: você tem um mandato para estar negociando? E o que você teve hoje aqui foi essa autorização do Conselho para ter o mandato. Os investidores profissionais, acho que foi um passo importante.

Como alvinegro, como foi ser aplaudido de pé pelos conselheiros?

— O Edson Jr. é muito generoso nesse momento aqui. Na verdade, estou liderando esse projeto, mas sou torcedor de arquibancada. Então, meu sonho no ano que vem é ter uma arquibancada para torcer e comemorar muito com a torcida. Os cumprimentos foram pelo trabalho realizado. O desafio era gigantesco, então você conseguir tudo que foi conquistado nesses últimos meses, foi um desafio muito grande. A gente sabe que tem muito a percorrer, mas talvez hoje a gente esteja comemorando tudo que a gente conquistou.

Como receber a notícia da dívida de um bilhão?

— A dívida de um bilhão não poderia ser uma surpresa. Esse número, em linhas muito gerais, estão descritos no balanço de 2018. É um valor em torno de 780 milhões de dívida efetiva e 260 milhões de dívidas são passivos potenciais que, no olhar do investidor, eles têm que ser contemplados como um valor superior a um bilhão. Então assim, esse é um número que vai equacionado também pelo investidor. Obviamente quando a gente falou de 200 milhões, são condições mínimas definidas para que o Conselho Diretor possa negociar e tratar. Mas os valores vão ser superiores.

Prazo de 3 a 5 meses

— Prazo razoável. Se as cinco pré-condições de compromissos dos investidores alcançarem os valores que se entendem serem os adequados à reestruturação e reperfilamento da dívida, tratativas com a CBF e a FERJ e a participação do Botafogo e os caminhos que a gente definir possam ser equacionados, aí sim a gente vai ter um passo para frente. E posteriormente a liquidação efetiva desses investimentos. O prazo de 3 meses, se a gente conseguir esse evento antes, melhor. É um bom prazo.

Os 200 milhões são para pagamento de dívida ou para investimento de um time?

— O aporte é de uma forma geral. O plano de negócios prevê, e isso é uma informação confidencial, o plano de negócios do Botafogo ele tem contemplado nele um aporte importante para desempenho esportivo.

Neste prazo de 3 a 5 meses, qual o grau de dificuldade para se obter os investidores?

— A gente veio posicionando a torcida de forma geral via notas oficiais do Clube. A gente deu um passo importante no mês de novembro, onde a gente saiu da fase de projeto e começou a captação efetiva. Essas tratativas, uma parte, estão muito avançadas, principalmente com investidores considerados não profissionais. Agora com esses investidores profissionais, a gente precisava desse mandato que foi conquistado hoje, eu acho que a gente começa a dar um salto com valores que são mais expressivos.

Qual é essa diferença?

— Uma grande parte dos números são pulverizados dos investidores não profissionais. Dos profissionais a gente tem cifras maiores, porque aí então são fundos, são estruturas corporativas que tomam decisões não em base de confiança e sim de fatos. Hoje nós criamos um fato. Hoje o Conselho Diretor está mandatado a negociar com investidores profissionais. Isso é de fundamental importância.

Esses investidores profissionais podem ser que sejam só um grupo?

— Podem ser pulverizados, podem ser consolidados. O dia que a gente tiver esse problema de excesso de demanda, o Botafogo está melhor servido. Você vai poder selecionar os principais candidatos a participar junto do Botafogo desse desafio.

Fonte: Fogo na Rede