“Nunca mais eu vou xingar o Roger”. “Não tenho mais coragem de cornetá-lo”. As reações apareceram, com alguma frequência, ontem nas redes sociais de torcedores do Botafogo, minutos depois da exibição pelo ‘Globo Esporte’ da reportagem sobre o atacante alvinegro e sua filha, Giulia, de 11 anos. Justifica-se. Foram poucos os torcedores que conseguiram segurar as lágrimas e, os que conseguiram, talvez tenham feito por puro disfarce.

A reportagem de Marco Antônio Araújo e Felippe Costa mostrou a menina, que já nasceu com deficiência visual, ouvir pessoalmente a narração de Luis Roberto e sentir, por meio de uma impressão em 3D, o gol do pai contra o Sport.

— A surpresa na hora foi muito maior do que eu imaginei. O que eu vou te falar parece piegas, mas não é: o amor naquela casa é muito grande, é algo bonito demais. É um amor, um astral, uma energia tão boa…E no mundo atual, tão bélico, isso é tão necessário — afirmou o narrador.

Assim como todos os espectadores, Luis Roberto se emocionou. O ápice foi no momento já esperado: quando Giulia vai até a mãe, Elizabete, e diz que aquele era o dia mais feliz da vida dela.

— Eu fiquei vendo aquilo, e foi o único momento em que foi duro não chorar, mas eu não queria chorar na frente deles, porque a energia da Giulia é um negócio absurdo.

Para Luis, esse momento teve um significado a mais. Nos seus tempos de Rádio Globo, o narrador tinha um fã-clube de cegos.

— Isso é sempre muito gratificante para nós, comunicadores — afirmou.

Fonte: Extra Online