Contratado por R$2,5 milhões, Luiz Fernando começou com timidez a passagem pelo Botafogo. O meia-atacante teve um primeiro semestre marcado por atuações irregulares, uma lesão na segunda partida da final do Campeonato Carioca e dois gols até aqui. Um deles comemorado com a emblemática comemoração “tampando o cheirinho” na semifinal do Estadual, contra o Flamengo. Mas a torcida quer mais e ele também nos meses que vem a partir do jogo contra o Corinthians, no dia 18 deste mês.

– Em primeiro lugar, me doar ao máximo para ajudar o Botafogo a conseguir todos os seus objetivos na temporada. Depois, crescer individualmente junto com toda a parte coletiva. Sei que sou capaz de dar mais pelo e para o time e irei em busca dessa evolução – contou ao LANCE!.

No jogo-treino da última quarta-feira, contra o Audax, Luiz Fernando não participou. Ele esteve no grupo que fez uma atividade voltada à preparação física no período da tarde. Diante do Bangu, pode ter vez. Porém, o que ele quer mesmo é ampliar o número de momentos históricos com a camisa alvinegra, como o daquele gol no rival.

– Individualmente falando, sim (o gol foi um grande momento). Mas teve o título também, outras atuações bacanas que não sairão da minha memória nunca. Quero viver outras grandes alegrias como essas ainda – admite.

Sempre escalado pelas pontas do ataque, Luiz Fernando é um dos aspirantes a titular numa posição em que apenas Valencia – na reta final do período pré-Copa – se destacou. De acordo com o ex-jogador do Atlético-GO, o sucesso será uma questão de oportunidades bem aproveitadas. É o que ele deseja.

– Uma sequência maior de boas atuações. Sei do meu potencial e do quanto ainda posso evoluir. Estou trabalhando duro para chegar no meu melhor nível e mantê-lo – afirma.

BATE-BOLA COM LUIZ FERNANDO, MEIA-ATACANTE DO BOTAFOGO

Você já se sente adaptado ao Botafogo?
– Sim, fui muito bem recebido desde o início por todos os funcionários e jogadores, o que realmente facilitou muito todo o processo. Com o tempo, ganhei ainda mais confiança e hoje me sinto 100% adaptado.

Tem diferença tática entre o jeito que você jogava no Atlético-GO para o que é pedido agora, no Botafogo?
– Sempre tem uma variação ou outra. São times diferentes, jogadores diferentes e, claro, padrões de jogo e comportamentos táticos diferentes.

Quais as diferenças que você observa entre os treinadores deste ano? E o que o Paquetá vem pedindo nesses primeiros treinos?
– Cada um tem seu método de trabalho, mas não gosto de fazer comparações. Cada um tem seu estilo e suas convicções. O que posso dizer é que me sinto privilegiado por ter trabalhado e aprendido com todos.

O que você quer daqui para o fim do ano?
– Quero ajudar o Botafogo a fazer um excelente pós-Copa e conquistar todos os nossos objetivos. Se der para bater metas individuais e me destacar, melhor ainda.

Você tem uma meta de gols, de assistências ou de jogos?
– Sim, mas é algo pessoal. Guardo para mim e me motivo muito dessa forma.

Fonte: Terra