‘Magoado’ com Botafogo, Renato Gaúcho evita falar de 1992

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A imagem marcou época e uma carreira: após a derrota de 3 a 0 para o Flamengo no primeiro jogo das finais do Brasileirão de 92, Renato Gaúcho, então jogador do Botafogo, foi um prato cheio para a imprensa ao oferecer um churrasco ao amigo rubro-negro Gaúcho. Caiu em desgraça junto à torcida alvinegra e, neste sábado, à frente do Grêmio, será de novo vidraça no Maracanã, a partir das 18h30. Afastado do Botafogo àquela época, Renato está em fase de tirar onda: venceu os quatro grandes clubes do Rio no primeiro turno.

Ansioso por voltar ao Maracanã?

Estou muito feliz. Joguei na inauguração (no amistoso entre os amigos de Ronaldo e os de Bebeto) e não voltei mais. É o maior palco do mundo.

O Grêmio está em ascensão e, o Botafogo, em declínio?

O Botafogo é nosso adversário direto. Tem um bom treinador, ótimo grupo e faz boa campanha. Isso é normal no Brasileiro. Você enfrenta time quase rebaixado, time do G4, time que briga pelo título… Não tem jogo fácil. E, realmente, nossa campanha é excepcional. Estamos há quatro jogos invictos no Campeonato Brasileiro, quando muita gente dizia que iríamos brigar para não cair. A campanha é maravilhosa. Agora, uma derrota aqui e outra ali todo mundo vai ter.

O Grêmio luta pelo título? Dá para tirar a diferença de 11 pontos do Cruzeiro?

É difícil, mas não é impossível. Há 39 pontos a serem disputados ainda. Já vi tanta coisa no futebol… E o Grêmio não é vice-líder só agora, não. Já são 12, 13 rodadas, a metade do Campeonato no G4. Isso é coisa pra caramba. E não é por acaso.

Você era o Rei do Rio, mas, no Grêmio, venceu os quatro grandes cariocas no primeiro turno do Brasileiro. Considera-se o Rei do Sul?

Batemos os quatro, mas agora é outro momento. Tem muito clube se levantando. E o Botafogo está lutando para ir à Libertadores. Sou o Rei do Rio e sempre fui. Foi ótimo, mas agora é outra história.

Qual é o segredo do Grêmio?

Meu time, tecnicamente, não é maravilhoso. Mas tem o mais importante: pegada. O grupo sabe o que quer. É determinado.

Que lembrança tem de 92, quando, após a derrota para o Flamengo, você ofereceu um churrasco ao seu amigo rubro-negro Gaúcho?

O time de 92 era muito bom. Chegamos à final. Perdemos… Não gosto de falar disso.

Ficou magoado por ter sido afastado?

Tenho vários amigos botafoguenses. Gosto do clube e da torcida. Mas realmente levaram para um lado que não tinha nada a ver. Fizeram uma tempestade num copo d’água. Não quero falar sobre isso.

Após dois anos parado, agora você faz bom trabalho no Grêmio. É uma resposta?

Não. Fiquei parado por opção. Resolvi questões particulares, apareceram propostas que não me agradaram… Mas é aquela coisa: quem sabe não desaprende, não. Daqui a pouco, vou dar um tempo também. Não dá para ficar me matando de trabalhar. A vida de treinador estressa. É preciso parar, relaxar, esfriar a cabeça. Se não, o cara fica maluco. Não pego qualquer coisa. Só vou na boa.

Como vai parar no ano que vem, diante da possibilidade de o Grêmio ir para a Libertadores?

Deus te ouça. Em 2014, ano de Copa, não paro. Mas no ano seguinte, é possível que dê uma descansada.

Você chegou ao Rio com chuva. Isso combina com o Rei do Rio?

Vou levar o Grêmio para jogar no deserto. Onde a gente vai, chove. Mas, domingo, a gauchada vai embora, e você vai ver como teremos praia e sol.

Ficará por aqui no domingo?

É… Vou aproveitar para dar uma relaxada na praia…



Fonte: Extra Online
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