O ex-presidente do Botafogo Maurício Assumpção acusou os empresários de jogadores a ‘jogarem contra’ a Lei de Responsabilidade Fiscal, que tenta impor o controle de gastos dos clubes brasileiros. Segundo ele, os agentes não tem motivos para que a lei seja sancionada já que isso geraria uma mudança de realidade no futebol brasileiro.

“Tem muito empresário que não quer que a Lei de Responsabilidade Fiscal aconteça. Porque na hora que ela vier, o mercado vai cair de preço. Os clubes vão diminuir orçamento. Quem é que perde mais com isso? São os empresários da bola. Eles jogam contra a lei porque não interessa”, disse Assumpção à Rádio Globo.

O projeto está para ser votado no Congresso e tem previsão de ser votado ainda em 2014. Os clubes entregaram documentos fazendo algumas exigências, enquanto o Governo Federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova lei. Um dos pontos em que os clubes pediram mudança foi a proposta de um teto salarial. Em vez disso, deverá ficar o déficit zero, pondo fim à criação de novas dívidas.

Assumpção deixou a presidência do Botafogo no dia 25 de novembro, quando Carlos Eduardo Pereira foi eleito para o cargo até o fim de 2017. Ele deixa o clube em grave crise financeira. Um dos principais problemas é a saída do Ato Trabalhista, que gerou penhoras nas receitas do Alvinegro. O ex-mandatário lamentou a situação.

“Eu acho que a conduta do meu departamento jurídico foi a correta. Mas tem uma pergunta que eu faço e o departamento não consegue responder, não porque é incapaz, mas porque não tem a resposta. Segundo o Tribunal, ele não deu a nossa volta ao ato porque a gente fraudou o ato em que estava antes. É isso? É. Mas Fluminense e Vasco também fraudaram o ato e depois foram reconduzidos em uma segunda chance. Por que o Botafogo não pode ter o mesmo tratamento? Fraude é fraude. E a gente discute a questão da nossa fraude. Por que eles voltaram? Eles também fraudaram o ato”, finalizou.

Fonte: UOL e Rádio Globo