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No Carioca, pequenos socializam prejuízo com grandes enquanto Ferj lucra com taxas

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Líderes do ranking de dívidas no futebol brasileiro, os clubes cariocas têm tido tarefa difícil para lidar no primeiro semestre: o deficitário Campeonato Estadual. Ao fim da quarta rodada da competição, nada menos do que 84% dos jogos disputados até o momento deram prejuízo. Em 27 das 32 partidas, o saldo negativo chegou a R$ 627.618,02. Em outra ponta, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro sorri: até o momento, só em cobranças de taxas, ela embolsou R$ 227.186,50.

“Banheiro de mármore enquanto os clubes devem milhões. Por isso o futebol do Rio está assim”, comentou um dirigente de um dos quatro grandes clubes cariocas, que preferiu não se identificar, sobre a pomposa sede da Ferj.

A insatisfação com o gerenciamento da principal competição do Rio de Janeiro é clara e encontra reflexo em alguns pontos, como o regulamento esdrúxulo. O artigo 14 do Carioca determina que os grandes clubes, em confrontos com os pequenos, dividam obrigatoriamente sua renda. O vencedor leva 60%, o perdedor 40%. Em caso de empate, 50%. Caso a partida tenha mando dos pequenos, mas seja disputada fora do estádio da equipe, o prejuízo da partida cabe integralmente ao clube grande. Foi o caso de Cabofriense x Botafogo, disputada em Macaé. Os números vermelhos são certos.

A estreia do Flamengo no Campeonato Carioca é mais um exemplo. Após a vitória sobre o Audax, o clube viu o adversário, derrotado por 1 a 0, abocanhar quase R$ 49 mil de uma renda de R$ 121 mil. Ao clube rubro-negro, coube a fatia de R$ 56 mil, quase o mesmo do cobrado pela Ferj como taxa: R$ 52 mil, ou 10% da renda bruta de R$ 525 mil. A taxa, aliás, é motivo de queixas. No Estaduais de São Paulo e Rio Grande do Sul, a cobrança é de 5%, ou seja, a metade da praticada pela Ferj.

Os cinco jogos que apresentaram lucro são dividos entre Flamengo (três) e Fluminense (dois), com quatro deles no Maracanã. Apenas o Botafogo, em seus quatro jogos, acumulou prejuízo de R$ 263 mil. Em confrontos de grandes contra pequenos, inclusive, a taxa de doping, que varia entre R$ 5 mil e pouco mais R$ 6 mil, é retirada sempre do bolso de Fla, Flu, Botafogo ou Vasco. Nas partidas entre os pequenos, a taxa de exame antidoping não consta nos borderôs.

Procurada pela reportagem, a Federação respondeu da seguinte maneira, por meio de sua assessoria de imprensa:

“A Federação considera cedo para tecer qualquer comentário quanto a público e renda, já que o campeonato não chegou nem mesmo à quinta rodada e nem houve clássico. Com a volta do Maracanã e as fases decisivas a expectativa é de que o resultado seja satisfatório, uma vez que a Federação trabalha sempre para que os torcedores estejam no estádio. Quanto ao fato de grandes arcarem com as despesas está previsto no regulamento, uma vez que os clubes de menor investimento, mesmo como mandantes, não jogam em seus estádios. Em relação à taxa de 10%, se deve ao estatuto e foi adotada da mesma maneira dos outros anos, como ocorre nos campeonatos da CBF. Não houve mudança”

Premiação maior, cota menor

No início deste ano, a Ferj anunciou com certo alarde que as premições do Campeonato Carioca teriam um salto em relação a 2013. Serão R$ 6,8 milhões destinados aos clubes como forma bônus por desempenho. Até aí, nada de mais. O problema é que Flamengo e Vasco tiveram suas cotas de tv sacrificadas.

No caso do rubro-negro, o valor anterior, de quatro cotas de R$ 2 milhões, caiu para quatro parcelas de R$ 1,3 milhão. O clima esquentou nos bastidores e o clube briga para voltar a receber o valor anterior.

A Federação, em 2014, recebe R$ 14,7 milhões entre patrocinadores, parte do contrato de tv e publicidade durante as partidas. Deste total, a estimativa é que 54% permaneça nos cofres da entidade. Por meio da assessoria, a entidade afirmou que não se pronuncia sobre dados financeiros.

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