Campeão brasileiro em 1995 e bi estadual em 1989 e 1990, Wilson Gottardo possui um currículo como jogador respeitável no Botafogo. Agora, a tarefa é conquistar o mesmo prestígio como diretor técnico de futebol, cargo para o qual foi apresentado nesta quarta-feira, no Cefan. Logo de cara, o ex-zagueiro precisará apagar o incêncio causado pelo atraso de salários e de direitos de imagem, que chegam a dois e cinco meses respectivamente. Apesar do cenário, que contribuiu para a saída do antecessor Sidnei Loureiro, ele prefere não falar em decisões drásticas.

– Isso (crise financeira) não é uma exclusividade nossa. Falo com times de outros estados, e todos têm mais ou menos o mesmo discurso. A dificuldade de patrocínios, a instabilidade e outras coisas também. Há uma cobrança natural por boas campanhas com vitórias e títulos, que vem da torcida. Mas ninguém está de braços cruzados aqui. Agora faço parte disso e me sinto preparado para esse desafio – frisou.

Pela primeira vez no cargo de diretor técnico de um clube de futebol, Gottardo, que vinha treinando o São José (SP), ressaltou que sempre foi um atleta maduro e com postura de líder, o que deverá ajudá-lo na nova empreitada.

– Meu pai faleceu quando eu tinha 13 anos, e com isso amadureci precocemente. Com 21 ou 22 anos, já era capitão no Guarani. Tive relação próxima com técnicos e diretoria. Não que eu quisesse, mas era natural. Fui aprendendo bastante, e pretendo empregar toda essa experiência aqui. É um tempo novo na minha vida, mas a experiência, eu quero usar e aprender também. Quem diz que já sabe tudo, pode partir – afirmou.

Além de Botafogo e Guarani, Gottardo, hoje com 51 anos, acumula passagens por Flamengo, Fluminense, São Paulo e Cruzeiro. Já na condição de técnico, esteve também à frente do Bonsucesso, do Tupi e do Villa nova, ambos de Minas Gerais.

Fonte: Extra Online