Comentarista do Grupo Globo, Paulo Vinícius Coelho, o PVC, considera que nesta quinta-feira a emissora carioca impôs um marco ao formato atual dos campeonatos estaduais ao rescindir o contrato de transmissão do Campeonato Carioca. Na opinião do jornalista, o clima de insegurança jurídica no país quanto aos direitos de exibição das partidas mudam o cenário principalmente de campeonatos e clubes menores.

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“Acho que foi um dia histórico pensando no ponto de vista do futuro dos campeonatos do Brasil. Hoje, os campeonatos estaduais como a gente conhece acabaram. Os contratos de Campeonato Baiano e Gaúcho, por exemplo, vão só até 2021. Hoje, ainda é atraente ver Palmeiras x Corinthians por um Campeonato Paulista. Mas, por que você precisa, para comprar os direitos de um Palmeiras x Corinthians, comprar um Jacuipense x Bahia?”, disse em participação no Troca de Passes, do SporTV.

“A gente pode discutir o Flamengo, a MP [Medida Provisória 984], mas não é o foco. Hoje foi um marco. Para que os pequenos continuem jogando os campeonatos estaduais, eles precisam ter 10 meses de calendário sem escravizar os grandes. E você precisa arrumar um outro jeito para financiar os pequenos. (…) Não tem mais razão nesse cenário de insegurança jurídica para comprar um Jacuipense x Bahia”, avaliou PVC.

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Na opinião do comentarista, o Campeonato Brasileiro ainda precisa passar por mudanças se quiser continuar relevante. PVC acredita que em uma década, se nada for feito para tornar o Brasileirão mais atrativo internacionalmente, os fãs de clubes estrangeiros vão superar em número as torcidas de alguns dos clubes mais tradicionais do país.

“Tem um detalhe muito importante. O Brasil tem um desafio de dez anos. Se em dez anos, o Brasil não construir um campeonato grande, relevante internacionalmente, o Real Madrid vai ter mais torcida que o Botafogo aqui. O Barcelona vai ter mais torcida que o Fluminense. (…) É só andar na rua e perguntar para crianças de 12, 13, 14 anos que você já vai ouvir que eles torcem para esses times estrangeiros”, disse.

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“Isso já acontece. Como manter o Flamengo como ‘a maior torcida do mundo’? Criando um campeonato relevante. O Campeonato Brasileiro precisa ser melhor do que é. Precisa ter equilíbrio, disputa. Hoje, o Flamengo é um grande time, mas precisa ter disputa”, complementou.

Fonte: UOL
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