Oswaldo garante ter reconhecimento dos torcedores do Botafogo ‘onde vai na vida’

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O trabalho do técnico Oswaldo de Oliveira à frente do Botafogo vai completar duas temporadas inteiras ao fim do Campeonato Brasileiro deste ano. Assim como em dezembro de 2012, há dúvidas sobre a sua continuidade no cargo, principalmente ainda na dependência da classificação do time para a Taça Libertadores de 2014.

Durante a maior parte do ano, Oswaldo recebeu apoio dos torcedores, principalmente depois da conquista do Campeonato Carioca e pela boa campanha no Brasileiro, quando chegou a ser líder. No entanto, na quarta-feira, foi chamado de burro por torcedores no empate por 0 a 0 com a Portuguesa, no Maracanã. Mesmo assim, ele diz ter o seu trabalho reconhecido pelos alvinegros.

– Principalmente, nas ruas e restaurantes. Onde vou na minha vida fora do Botafogo, as pessoas reconhecem o meu trabalho pela projeção de jovens, que ajudou a fazer caixa, pelo desempenho técnico e captação de jogadores desacreditados, como Hyuri, Elias, Edílson, Bolívar e Julio Cesar, que formaram em determinado momento um dos melhores times do Brasil e o melhor do Rio – afirmou o treinador.

Sobre as manifestações contrárias ao seu trabalho, Oswaldo de Oliveira leva como parte do jogo. Com o nome cotado em Palmeiras e Santos, também tem boa aceitação na diretoria do Botafogo. A única mudança de planejamento que pode acontecer é ficar fora da Libertadores.

– Assim como tenho amigos botafoguenses, flamenguistas, tricolores e vascaínos, em Bangu I também tem torcedores de todos os clubes. Então, são pessoas diferentes, com pontos de vistas de diferentes. Então, admito também isso (críticas da torcida) – explicou o treinador.

Oswaldo lembrou todas as dificuldades que o clube passou durante o ano para justificar o tratamento do quinto lugar como uma boa campanha. O time tem 54 pontos e ainda briga por uma vaga na Taça Libertadores. Contra o Atlético-PR, neste sábado, uma vitória pode colocá-lo de volta no G-4.

– Não é só o meu trabalho, mas de toda a comissão técnica, que fez com que isso tudo acontecesse. Foi um ano anormal, no qual perdemos o estádio, não pudemos fazer uma temporada de treinos fora do Rio durante a Copa das Confederações por falta de dinheiro, os salários atrasaram, perdemos jogadores. Com tudo isso, ainda estamos em quinto lugar e ainda  é reversível – comentou Oswaldo.

Fonte: Globoesporte.com

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