O Botafogo pode nesta semana completar dois meses de salários atrasados. A situação de vários funcionários é preocupante. O dirigente falou da dificuldade diária de buscar novos recursos.

– É uma luta diária e incessante. Nós temos tentado várias alternativas. Não é surpresa a situação que nós passamos porque ela está perfeitamente refletiva no orçamento de 2018 e 2019. Nós sabíamos que as receitas normais do Botafogo que podem ser obtidas das suas fontes como patrocínios, Master, elas não seriam suficientes igual ao preço do mercado de 2015 para suprirem as necessidades do Botafogo. Eu me refiro a 2015 porque foi uma época em que o mercado era mais propício a esse tipo de investimento. Hoje, o mercado de patrocínio no futebol caiu muito os valores. A maior parte das equipes não possui um patrocínio Master no padrão que nós tínhamos antigamente. Muitos estão com o patrocínio Master de bancos eletrônicos que pagam em função do número de sócios que aderem o banco. A única forma que imaginávamos e continuamos imaginando que pudesse equilibrar tanto 2018 e 2019 seria a venda de direitos econômicos de jogadores. Nós conseguimos vender alguma coisa, mas não em volume e quantidade suficientes. As nossas dificuldades aumentam com o passar do tempo. Hoje vivemos uma expectativa muito importante de passarmos para o clube empresa. O trabalho segue célere e com muito foco. É muito pouco tempo para concluí-lo, mas está caminhando. Primeiro o projeto precisa estar pronto para depois buscar investidor, mas precisa ter alguma coisa para mostrar. Nossa dificuldade é levar o Botafogo até esse momento que é no fim do ano. É uma luta difícil, porém, em algum momento os frutos aparecem e talvez frutifiquem na hora adequada. Todas as formas estão sendo buscadas, todas as alternativas estão sendo analisadas para reduzirmos ainda mais os custos e trazer as receitas que necessitamos para fechar o ano. – afirmou Luis Fernando Santos, vice-presidente executivo.

Fonte: Rádio Tupi