O presidente do Botafogo Carlos Eduardo Pereira não escondeu do torcedor a real situação do clube. Com a necessidade de trabalhar com uma dívida estipulada em R$ 750 milhões, o novo mandatário afirmou que o Alvinegro está em situação grave e que o próximo ano será difícil. Após o rebaixamento, o dirigente não poupou a antiga gestão das críticas e sobrou até para o holandês Seedorf, contratado por Maurício Assumpção em 2012.

Segundo Carlos Eduardo, a contratação do meia não foi feita nas condições ideias, já que os R$ 700 mil de salário do holandês eram pagos pelo próprio Botafogo – não por uma empresa específica, que poderia ter sido incluída na negociação para aliviar o cofre do Alvinegro, que já passava por dificuldades financeiras.

“O projeto Seedorf foi capenga. Trouxe o atleta, mas com o clube pagando tudo. Atleta como esse tem que ser pago por um patrocinador. Foi um despejo grande para o clube. Houve ganho de imagem, mas no limiar de uma crise econômica, essa valor foi muito caro”, disse Carlos Eduardo Pereira, que projeta uma solução para ficar com o goleiro Jefferson.

“É o que pensamos sobre o Jefferson, por exemplo. Os grandes ídolos temos que ter trabalho de marketing para que o clube tenha redução dos custos. O grande talento deve vir sempre, mas com certas condições. O clube é gerido com empresa, mas o produto está ligado à paixão. O ídolo faz parte disso. Mas precisamos pensar na questão financeira para evitar despesa”, completou.

Fonte: UOL