A primeira parte do Botafogo no Campeonato Brasileiro terminou de forma positiva. Sétimo lugar, 55% de aproveitamento e o sonho com as posições mais avançadas na classificação. Mais do que isso, a equipe, com Eduardo Barroca, mostrou-se competitiva e, apesar de deficiências técnicas, teve evolução nas primeiras nove rodadas da competição.

O Botafogo de Barroca se destaca, principalmente, pelo posicionamento da linha defensiva e na valorização da posse de bola – duas das facetas do técnico. Ofensivamente, porém, o Alvinegro demonstrou dificuldade neste ciclo inicial do Brasileirão, principalmente no que se diz sobre carregar a bola entre o meio-campo e o ataque, além da velocidade e movimentação dos atletas no terço final do gramado, perto do gol adversário.

O resultado disto se traduz nos números: com oito gols marcados até aqui, o Botafogo possui o quarto pior ataque do Campeonato Brasileiro até aqui. Além disso, é o segundo clube que menos finaliza, com 76 chutes no total – destes, 32 foram certos e 44 não acertaram o alvo. O Alvinegro, portanto, possui uma média de 8,4 chutes por partida, de acordo com o site “Footstats”.

– Treinamos bastante no que precisávamos desenvolver. Precisamos fazer um jogo de controle, mas com agressividade maior. Nos desenvolvemos também em como controlar e transformar em oportunidade de gol. E também desenvolver no chute de fora da área, cruzamento, posse de bola ofensiva e possibilidade de gol – analisou Eduardo Barroca, em entrevista coletiva.

A declaração de Eduardo Barroca mostra, portanto, que seu principal pensamento neste período de treinamentos foi evoluir a questão ofensiva. Até aqui, o Botafogo mostra dificuldade em assustar a equipe adversária e ainda é muito dependente de Diego Souza, com pivôs no terço final, e Erik, com as arrancadas em velocidade.

Além da questão do desempenho no terço final do campo, os treinamentos de Eduardo Barroca foram marcados pelas simulações de situações de jogo, principalmente nas questões de pressão. Tanto ofensivamente, com os atletas tentando ocupando o campo ofensivo para tentar roubar a bola em situação de perigo, e defensivamente, com o Alvinegro saindo do próprio campo por meio de toques no chão, se livrando da marcação rival.

– Uma das nossas metas nesse período era desenvolver a questão física e quatro pontos coletivamente: pressão, compactação, controle do jogo e, o principal, o desenvolvimento no terço final do campo, que foi algo que faltou nesse primeiro ciclo. Eu foquei muito no trabalho de finalização e bola parada – afirmou o treinador.

Com a formação tática no 4-1-4-1 mantida, é saber se os atletas assimilaram ainda mais os conceitos colocados por Eduardo Barroca. O foco nas sessões de treinamento, pelo menos, foi na questão física – o que, consequentemente, aumenta a capacidade de pressionar a saída de bola adversária – e na produção ofensiva, principalmente nos lances de perigo no último terço.

Fonte: Terra