Presida critica distribuição de verba pública: ‘Para onde vai?’

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Em um dia sem bola rolando para o Botafogo, os esportes olímpicos dominaram as atenções da direção do clube. Neste domingo, o presidente Maurício Assumpção prestigiou a realização do Raia Rápida 2013, no Mourisco Mar, e ainda acompanhou a vitória alvinegra na quinta etapa do Estadual de remo. O dirigente aproveitou o contexto propício para fazer duras críticas à distribuição de verba pública para os clubes formadores de atletas do Brasil.

– As verbas dos esportes olímpicos estão mal direcionadas no país. Não falo isso de hoje, não. Falo isso há algum tempo. Mas parece que as pessoas preferem não ouvir. Preciso de dinheiro para formar garotos e meninas aqui dentro para disputar 2016. Mas não consigo. E para onde vai esse dinheiro financiado do esporte olímpico do Brasil? Quem recebe esta verba? Aonde esse dinheiro está? Nós somos os formadores desses campeões e não recebemos uma gota dessa verba? – disse Maurício Assumpção.

O presidente, que cobrou do Governo Federal uma divisão mais justa da verba olímpica, também reclamou da burocracia para se filiar à associação de clubes formadores de atletas, que recebem recursos públicos. Segundo o dirigente, agora estão exigindo uma certidão negativa para ser aceito no grupo, mas outros clubes na mesma condição já estariam filiados.

– A desunião é muito grande. Agora tem uma briga grande porque tem um dinheiro que está parado do Governo Federal, e todo mundo quer um pedaço desse dinheiro. Essa é uma questão que tem que vir de política de governo. Quem tem que determinar isso é o Governo Federal. Se a gente queria fazer um país formador de uma geração olímpica, perdemos a oportunidade. O Brasil perdeu a oportunidade de virar essa página. Isso por não existir uma política de esporte olímpico no país que beneficie realmente quem faz esse negócio andar.

Botafogo campeão remo regata (Foto: Vitor Silva / SSPress)
Botafogo foi campeão da quinta eatap do Estadual de remo neste domingo (Foto: Vitor Silva / SSPress)

Marcus Assumpção também destacou que qualquer ação dos clubes hoje depende da iniciativa privada. A reforma do parque aquático do clube, que custou R$ 14 milhões, por exemplo, foi feita com investimento de empresas particulares. A formação de equipes de ponta, segundo ele, é impossibilitada pela constante falta de recursos.

– A gente tem projeto para tudo. Se você me der um parceiro, monto um time de vôlei amanhã. O Estadual de basquete do Rio de Janeiro tem três clubes. Isso é uma vergonha para o esporte brasileiro. Mas não adianta me pedir para fazer isso hoje, porque não tenho receita para isso.

O GLOBOESPORTE.COM tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do ministério do Esporte, mas não teve sucesso.



Fonte: Globoesporte.com
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