Presidente dobra investimentos na base e corta funcionários ligados a Assumpção

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Terra – Como está o clube depois de sete meses no comando do Botafogo?

Carlos Eduardo Pereira – O que mudou foi a maneira como o Botafogo é gerenciado, principalmente com relação aos credores. Em especial, Justiça do Trabalho, Procuradoria de Fazenda Nacional e ao elenco que o clube montou. Atualmente, além de pagar em dia, o Botafogo recolhe todos os seus impostos e encargos trabalhistas. A relação com o funcionário também mudou e não tem mais nenhum tipo de apadrinhamento ou indicação por amizade. Cortamos o grupo de pessoas ligadas ao ex-presidente e que eram PJ (pessoa jurídica). Dobramos o investimento na base do clube, passando de R$ 3 milhões para R$ 6 milhões.

Terra – Qual o papel da dupla René Simões (técnico) e Antônio Lopes (diretor técnico)? 

Carlos Eduardo Pereira – Esta dupla foi fundamental para o atual momento. Além de montar o elenco, eles organizaram o departamento de futebol com a experiência internacional deles. Tínhamos esta opção: experiência ou a renovação, como muitos clubes fizeram. Optamos pela experiência e começamos pelo René, uma pessoa testada e vencedora da Série B, e tivemos a sorte de contratar o Antônio Lopes, campeão mundial pela Seleção Brasileira e de muito conhecimento.

Carlos Eduardo Pereira – Por agora, as demandas externas do Ato Trabalhista e dívidas fiscais têm demandado muito tempo de mim e do Nelson Mufarrej ( vice geral do Botafogo ). O futebol tem ficado mais com o Mantuano e do Lopes, mas não tenho dúvida que é uma relação bem distinta. Além de envolver valores e um desempenho difícil de ser mensurado, o meio empresarial você tem mais coisas práticas sobre as tarefas realizadas. No futebol, a tarefa pode ser bem feita, mas se a bola não entrar ela não foi bem realizada. A presença do Lopes e do René nos dá tranquilidade para aprender a lidar com estes momentos.



Fonte: Terra
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