Revigorado pela vitória sobre o Fluminense e pela promessa de quitação dos salários atrasados, feita por um grupo de alvinegros abonados, o Botafogo ainda é o maior adversário de si mesmo. Salvo no jogo do próximo sábado contra a Chapecoense, no Maracanã, seus próximos cinco rivais são alvinegros, a começar pelo Figueirense, a quem o Botafogo enfrenta na quarta-feira em Florianópolis. Antes dos confrontos com Santos e Atlético-MG pelo Brasileiro, o time do técnico Vágner Mancini faz no Rio o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil com o Ceará em data ainda a ser confirmada pela CBF, entre 27 ou 28 deste mês.

— O Ceará é como se fosse um time de Série A, não haverá facilidade — disse Mancini.

Antes, o Botafogo precisa consolidar sua recuperação no Brasileiro. Embora tenha aproveitado o clássico para deixar a zona do rebaixamento, ao sair da 17ª para a 12ª posição na tabela, o time ainda persegue a segunda vitória seguida na competição.

— A sensação é de que chegamos agora no Brasileiro — disse o goleiro Jéfferson após a vitória que rendeu mais do que três pontos ao alvinegro.

Ao optar por mandar o jogo em Brasília, o clube teve direito a 25% da renda líquida de R$ 2,25 milhões. Com cerca de R$ 600 mil, pôde honrar compromisso com a Timemania, exigência para recuperar o parcelamento de suas dívidas trabalhistas, além de pagar os salários dos seis jogadores que ficaram fora do rateio dos R$ 2, 5 milhões — liberados judicialmente para impedir que a inadimplência passasse dos três meses. Além de dois meses de salários, o clube ainda deve seis meses de direito de imagem ao elenco. Na semana passada, a promessa de que a situação seria regularizada bastou para o time recuperar a confiança.

— Desde que houve a promessa do acerto, todos tiveram uma mudança na autoestima e puderem desenvolver aquilo que foi pedido — disse Mancini.

Longe das tensões vividas no Engenhão, o elenco seguiude Brasília para Florianópolis, onde terá o reforço de Dória, que não enfrentou o Fluminense. Suspenso por três jogos por conta de entrada desleal flagrada pela procuradoria, Sheik pode ser escalado caso o pedido de efeito suspensivo, feito ontem pelo Botafogo, seja acolhido pelo STJD. Do contrário, só deve até voltar ao time contra o Atlético-MG, em 7 de setembro. Diante de uma série de rivais alvinegros, o Botafogo precisa vencer a si mesmo.

Fonte: O Globo Online