As eleições do Botafogo poderão ocorrer no fim de novembro sem uma chapa da situação. A atual diretoria está sem prestígio diante dos sócios e acumula negativas no processo de escolha de um candidato. Torcedores influentes na vida política e econômica do clube ainda tentarão criar uma chapa, mas pode haver a necessidade de se aliar a um grupo já existente.

Até o momento, a situação do Botafogo tentou dois nomes para serem candidatos na próxima eleição. O problema é que nenhum dos dois se empolgou com a ideia e recusou o posto. O primeiro foi Manoel Renha, favorito dos ilustres torcedores. Ele, que fez parte da diretoria do mandato de Bebeto de Freitas, quer apenas ajudar e não ficar de frente.

Com a negativa, surgiu o nome de Durcésio Mello, dado como certo nos bastidores. Até mesmo Maurício Assumpção declarou apoio caso o empresário se confirmasse como candidato. Tudo transcorria como esperado até a semana passada, quando ele desistiu de se tornar o próximo presidente do Botafogo.

A três meses da eleição, a situação do Botafogo corre contra o tempo para chegar a um consenso e eleger um nome com força de competir no pleito. Vale ressaltar, que o grupo é o mesmo que tem tido participação decisiva na vida política do clube nos últimos anos.

Além disso, a fase representa uma mudança completa no ambiente do clube. O auge da atual diretoria ocorreu com a contratação de Seedorf e a volta à Libertadores. Naquele momento, todos davam como certo a criação e a eleição de um candidato para a eleição. O problema é que a crise financeira se agravou e complicou o quadro de uma forma não vista no mandato de Maurício Assumpção.

Atualmente a eleição no Botafogo conta com quatro grupos políticos, todos de oposição. Grande Salto, liderado pelo ex-diretor de marketing Marcelo Guimarães; Mais Botafogo, de Carlos Eduardo Pereira; Movimento Carlito Rocha, de Vinícius Assumpção; e Botafogo Acima de Tudo, de Antônio Carlos Mantuano.

Fonte: UOL