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Site: Mundial ou não? Entenda o que foi o ‘Triangular de Caracas’ e como a rica história do Botafogo não precisa de reinvenção

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Site: Mundial ou não? Entenda o que foi o ‘Triangular de Caracas’ e como a rica história do Botafogo não precisa de reinvenção
Reprodução/Internet

Botafogo e Barcelona já se conheciam bem. Haviam se enfrentado cinco vezes nos últimos 11 anos, muito para duas equipes de continentes diferentes. O retrospecto era equilibrado, com duas vitórias para cada lado e um empate, mas vale ressaltar que nenhum dos duelos foi realizado no Brasil e dois foram na Espanha.

Aquele encontro em Caracas, em 31 de janeiro de 1967, desempataria o histórico do confrontos entre os dois gigantes. De quebra, o vencedor levaria o troféu do Triangular Cidade de Caracas, que havia contado também com a participação do Peñarol, campeão da Libertadores.

Deu Botafogo, 3 a 2, gols de Aírton Beleza, Paulo Cezar Caju e Gérson.

Naquele momento, o botafoguense comemorou mais uma excursão vitoriosa do clube ao exterior e uma vitória diante de um gigante europeu. Para os padrões da época, isso não era pouca coisa. Sem vendas milionárias de direitos de transmissão e sem patrocínio de camisa, o cachê para disputar amistosos pelo mundo era uma boa fonte de renda para clubes com apelo internacional.

O que não faltava ao Botafogo era esse apelo. Tratava-se, ao lado do Santos, da base da seleção que encantou o planeta entre o final da década de 1950 e o começo dos anos 70. Não era difícil achar alguém que topasse pagar uma boa grana para ver o time de Garrincha, Amarildo, Nilton Santos e Dino da Costa, ou então de Gérson, Jairzinho, Paulo Cezar Caju e Manga, entre tantos e tantos craques.

Quase todo ano o Botafogo viajava para o exterior e voltava com dinheiro, vitórias importantes e um troféu.

Entre 1956 e aquele jogo contra o Barcelona em 1967, o Alvinegro havia jogado torneios em Bélgica, Venezuela (duas vezes), Costa Rica (duas vezes), México (duas vezes), Espanha (duas vezes), Colômbia, Chile, Itália, França, Bolívia, Suriname e Argentina (duas vezes). Além disso, fez amistosos soltos em Espanha, Bélgica, França, Itália, Dinamarca, Holanda, Suíça, Tchecoslováquia, Inglaterra, Hungria, Alemanha Ocidental, Suécia e Áustria.

A Espanha era parada constante do time carioca, daí o rico retrospecto contra o Barcelona. Mas a lista de vítimas do clube de General Severiano também tinha Atlético de Madrid, Boca Juniors, River Plate, Roma, um combinado Torino-Juventus, Stade de Reims (meses antes de os franceses conquistarem o vice-campeonato europeu) e Rot-Weiss Essen (campeão alemão-ocidental).

O título de Caracas entrava nesse contexto. E assim ocorreu no ano seguinte, quando o Botafogo foi novamente convidado e levou o bi contra adversários respeitabilíssimos: a seleção argentina e o Benfica de Eusébio, vice-campeão europeu naquele ano. Dois anos depois e o Alvinegro voltava à capital venezuelana, levando o tri em cima da ótima seleção soviética e do Spartak Trnava, campeão tchecoslovaco.

Não é difícil mostrar o significado disso, o quão poderoso, vitorioso e respeitado era o Botafogo. Basta contar bem essa história. Resgatar as partidas, ouvir seus personagens, buscar referências na imprensa da época. O Botafogo era um dos grandes símbolos do futebol brasileiro em sua era mais gloriosa, e isso ninguém jamais poderá tirar de General Severiano.

O que o Botafogo não precisa é contar mal essa história, criar simetrias inexistentes com a realidade do futebol dos anos 2020. O Torneio Triangular de Caracas não era um Mundial de Clubes, jamais teve essa pretensão. Nem quando uma versão anterior dele se deu o nome de Pequena Taça do Mundo. O Cruzeiro não é bicampeão mundial e o Bangu não é campeão mundial por também terem levado o Triangular.

A história alvinegra não é menor por causa disso, muito menos a dos esquadrões dos anos 1950 e 60. Foram algumas das maiores formações que um clube brasileiro já teve. E o universo do futebol reconheceu isso. Não com um título mundial, mas convidando o time da Estrela Solitária a excursionar pelas Américas e Europa para que todos pudessem ver aquela equipe maravilhosa diante de seus olhos.

Fonte: ESPN Brasil

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