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Substituto de Pelé em 1962, Amarildo mantém esperança: ‘Dá para ser hexa’

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Por FogãoNET

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Rio – “Era para ser a Copa do Neymar. Não será mais, mas ainda pode ser a Copa da seleção
brasileira. É possível ser hexa.” Esta é a maneira encontrada pelo ex-jogador Amarildo para tentar injetar ânimo no grupo de Felipão após a perda do camisa 10, vítima de fratura na terceira vértebra lombar que o tirou do Mundial, após uma joelhada de Zúñiga, no jogo contra a Colômbia, sexta-feira, no Castelão.

Amarildo fala com conhecimento de causa sobre a perda do craque da equipe na luta pelo título. Em 1962, no Chile, o Possesso substituiu ninguém menos que Pelé – com um estiramento na virilha esquerda – na luta pelo bicampeonato. Entrou em campo no segundo jogo, contra a Espanha, fez dois gols, e, ajudado pelo protagonista Garrincha, ainda balançou a rede na final, nos 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia.

Embora admita não ver no grupo atual alguém em condições técnicas de substituir Neymar, Amarildo não se abala. Para ele, é preciso que se dê muita confiança a Willian, Bernard ou Ramires, que estão entre os mais cotados para a missão de enfrentar a Alemanha, terça-feira, no Mineirão, pelas semifinais.

“Infelizmente, não vejo ninguém que tenha qualidade para substituir Neymar, um jogador diferenciado. Mas quem entrar poderá compensar tudo isso jogando com garra, com amor à camisa, como fiz em 62. É preciso dar tranquilidade ao substituto, que não pode se sentir inferior. Tem que mostrar que ele também tem valor”, avisa Amarildo, que sente falta de Robinho no grupo: “Ele seria o substituto ideal, pois tem um futebol semelhante ao de Neymar e experiência em Copas do Mundo”.

Mesmo assim, o ex-jogador confia na conquista do título.

“Não tem bicho-papão na Copa. A Alemanha ganhou da França sem empolgar. A Argentina, contra a Bélgica, também”, avalia, acrescentando: “Quem sabe o time não melhora sem o Neymar? Já ganhamos sem o Pelé, podemos repetir a dose”.

Amarildo disse ainda que não lamenta a ausência do duelo Neymar x Messi em uma possível final contra a arquirrival Argentina.

“Isso é detalhe. O que importa é ser campeão”, frisa, confiante.

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