No Botafogo, Luís Castro revela que tinha objetivo de trabalhar no Brasil e se surpreende com paixão dos torcedores: ‘Cheguei através de um clube histórico’

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Por FogãoNET

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Luís Castro, técnico do Botafogo
Reprodução/RTP

Técnico português de 60 anos, Luís Castro tem uma longa carreira no futebol, rodou o mundo, mas tinha como um de seus objetivos pessoais trabalhar no Brasil. A missão foi alcançada ao assumir o comando do Botafogo, no qual tem quatro vitórias e dois empates.

Em entrevista à RTP, Luís Castro exaltou a oportunidade no Brasil.

– Sou de um tempo em que Portugal, infelizmente, não ia a muitos campeonatos no mundo, quem nos representava, pelo menos a mim, era o Brasil, era nossa língua aqui. E parece que aquelas camisas eram as nossas também. Habituei-me a gostar do Brasil, enquanto pessoa ligada ao futebol queria um dia aqui chegar. Cheguei através de um clube histórico – destacou Luís Castro ao canal português.

No curto tempo no país, até pelas belas festas da torcida do Botafogo, Castro já notou um ponto importante.

– Uma coisa é estar em 50 mil, 40 mil em Portugal, outra é no Brasil. É incrível aqui como é a paixão, não estou a dizer que Portugal não tem paixão pelo futebol, mas aqui se sente de forma tão evidente, desde o começo até o fim. Entregam-se ao jogo, não há desconhecimento por parte dos adeptos, é uma coisa incrível. Não sabia que o jogo tinha tanta intensidade dentro e fora – comentou.

Perguntado sobre a polêmica envolvendo Paulo Sousa e Jorge Jesus no Flamengo, Luís Castro foi elegante e preferiu não comentar.

– Não vou falar disso. Para mim futebol é outras coisas. Tanta gente a comentar traz mais ruídos, quanto menos ruído trouxermos para o futebol melhor. As pessoas procuram problemas no futebol, eu procuro no futebol o que me dá a alegria, o que me dá vida – frisou.

Ex-treinador do Shakhtar Donetsk (UCR), Castro ainda falou sobre a guerra envolvendo Rússia e Ucrânia.

– Acho que quem promove esta guerra não pode dormir descansado, esquece-se que um dia vão fechar os olhos. Nesses últimos dias da vida talvez seja tarde, poderiam voltar atrás. Deve ser muito triste as pessoas deitarem e verem que estão a promover miséria, mortes, sofrimento – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e RTP

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