Mais um possível empecilho na negociação de Alexander Barboza. A Eagle Football Holdings respondeu a um pedido de manifestação da Justiça, no âmbito do processo de recuperação judicial, não dando aval para a venda do zagueiro do Botafogo para o Palmeiras por R$ 18 milhões.
O clube alvinegro acertou a venda no dia 1º de maio e já até recebeu uma das quatro parcelas, no valor de R$ 5,5 milhões. A negociação é por R$ 18 milhões no total.
A Eagle reclama da SAF não “apresentar elementos suficientes para demonstrar que o valor de R$ 18.000.000,00 reflete o valor de mercado do ativo”.
“A Eagle Bidco esclareceu que não recebeu elementos para se manifestar quanto à higidez econômica da operação pretendida pela SAF Botafogo, já que não teve acesso às informações necessárias para avaliar a alienação. A Eagle Bidco não participou das tratativas que antecederam a operação, não teve acesso aos seus termos integrais e desconhece os atos que a atual administração da SAF Botafogo vem praticando”, reclamam os advogados da holding.
“Não há nos autos avaliação independente, parâmetros de mercado, propostas alternativas, histórico das negociações, condições integrais da cessão, forma e cronograma de pagamento, eventuais retenções, comissões ou ônus incidentes, percentual exato dos direitos cedidos, destinação dos recursos ou impacto financeiro da operação. Sem essas informações, a Eagle Bidco não está em posição de aferir a adequação econômica da alienação. Sua manifestação, portanto, não pode ser interpretada como anuência à operação”, complementam.
Assim, oficialmente a Eagle não negou a venda, mas argumentou que não tem elementos para dar um aval positivo. A empresa está sem poderes políticos na SAF por determinação da Justiça, mas tem 90% das ações.
A Justiça ainda precisa autorizar a negociação de Barboza com o Palmeiras, apesar de ele já ter realizado exames e já falar em tom de despedida do Botafogo, que conta com o valor da venda.