Empresa que uniu John Textor ao Botafogo revela ter outro investidor americano atrás de grande clube do Brasil

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Por FogãoNET

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Danilo Caixeiro, John Textor eThairo Arruda no CT Lonier, do Botafogo
Divulgação

O Cruzeiro foi o primeiro clube nessa leva de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) a ter um dono: Ronaldo Fenômeno. Mas o Botafogo foi o pioneiro em conseguir um investidor estrangeiro: John Textor. O acordo foi possível pela consultoria da Matix Capital, com os empresários Thairo Arruda e Danilo Caixeiro.

Foram eles que levaram o nome do Botafogo ao Textor e ajudaram a convencer o americano. E não vão parar por aí.

– Depois que começamos a trabalhar com futebol, paramos de torcer por um clube só, torcemos para o clube que estamos mais próximos. Hoje eu torço muito para o Botafogo, obviamente é meu primeiro grande projeto no Brasil. Mas nossa empresa, Matix, vai fazer novas aquisições no futebol brasileiro nos próximos meses ou ano – garantiu Thairo Arruda, à Rádio Gaúcha.

– Representamos investidores, não os clubes. Há outros players no mercado a como XP Investimentos, KPMG, EY, que representam os clubes, a criação da SAF e venda posterior. Nós representamos investidores que querem comprar os clubes. Já temos mandato de outro investidor americano em busca de grande clube no Brasil. Espero que nos próximos meses ou ano a nossa empresa se posicione como a líder de mercado de aquisição de clubes no Brasil – planeja.

O empresário acredita que a SAF ganhará muita força no Brasil nos próximos anos.

A tendência do mercado é de os clubes se converterem em SAF. Em Portugal, por exemplo, grandes que resistiram a isso acabaram ficando pequenos depois. Clubes por si só têm limitação financeira. O Bragantino está na Primeira Divisão e dificilmente vai voltar à Segunda, o Cuiabá subindo, outros clubes, vão tomar lugar de grandes clubes da Primeira. E os grandes clubes que resistirem a isso vão acabar ficando pequenos – alerta.

É difícil estimar, mas pelo movimento que vemos do mercado, 50% dos clubes da Série A e B devem se tornar SAF nos próximos dois ou três anos. Para Séries C e D é mais difícil encontrar compradores, normalmente os clubes são deficitários, o modelo financeiro não atende – explica.

Thairo Arruda ainda falou sobre o caso do City Football Group e sobre como será a busca da Matix Capital por um novo clube.

– Tem vários clubes dispostos a se tornarem SAF, mas não estamos vendo sorvete. Não é falar desses dez clubes qual você quer. É fazer educação, entender qual projeto, fazer análise financeira para depois chegar e recomendar o melhor clube ao investidor. É o trabalho que estamos fazendo com o outro investidor que vamos trazer – afirmou.

– Tudo depende do projeto. O do City é ter vários clubes que alimentem o Manchester City. Jamais recomendaria para eles um clube com grande torcida. Acaba que o torcedor não quer isso, que seja alimento de clube maior, quer seu clube crescendo por si só. Nesse caso do City, se vierem ao Brasil, têm que buscar clube com pouca torcida. No caso do John, o projeto era diferente, juntar grandes clubes em uma mesma plataforma. O Botafogo surgiu como uma luva para ele – finalizou.

Fonte: Redação FogãoNET e Rádio Gáucha

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