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Ex-Botafogo, John Textor critica social, Montenegro, Michele Kang, Eagle, GDA, mídia e influenciadores e diz: ‘Não vou parar de lutar’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

John Textor, do Botafogo
YouTube/BotafogoTV
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Ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor disparou críticas para todos os lados. Em longa entrevista à “Itatiaia“, ele reclamou de diversos ex-sócios seus e afirmou que não vai parar de lutar pelo clube. Ele se considera proprietário das ações.

Afastado do comando da SAF, Textor alega que ninguém conseguirá provar que ele não tem mais direito às ações. Quanto a um possível retorno, ele é claro.

Isso cabe aos advogados. Eu sou o proprietário das ações. Está claro nos documentos que nunca recebi o pagamento pelas ações. E, quando acontecem essas grandes disputas entre os credores da Eagle e a maravilhosa Michele Kang, as pessoas recorrem aos documentos. O credor faz isso. A Ares faz isso e pergunta: “Que controle nós temos?”. A Eagle Bidco faz isso. A Michele Kang faz isso. Bem, eu fui aos documentos e, adivinhe só? Eu continuo sendo o proprietário das ações. Preciso provar isso na Justiça. Posso dizer uma coisa que nunca vai acontecer: nenhuma dessas outras partes jamais conseguirá demonstrar que eu fui pago pelas ações ou que o contrato foi concluído. Então eu continuo sendo o proprietário das ações – afirmou Textor, à “Itatiaia”.

Quanto mais cedo o clube social perceber isso, melhor para o clube. Porque esse jogo que está sendo feito, em que eles divulgam informações dizendo: “Graças a Deus, a GDA, o credor, está perto, está perto”… Isso precisa parar porque eu sou a única pessoa que trouxe capital de verdade, muito capital, capital saudável – argumentou.

John Textor também quer a entrada de Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis no Botafogo.

Estamos falando da parceria com Kia (Joorachian) e (Evangelos) Marinakis, que representam um conhecimento do futebol global e que já têm amor e uma ligação estabelecida com o futebol brasileiro. Basta olhar para os elencos do Rio Ave, do Olympiacos e do Nottingham Forest. Esse é o time dos sonhos. É a solução certa. Eu realmente acho que devemos recuperar o controle da SAF. Mas esses caras são ardilosos. Você sabe o que está acontecendo no clube social – cutucou.

Leia outras respostas de John Textor:

Política de clubes

– Foi justamente por isso que o Brasil quis aprovar a Lei da SAF, para começar. Esses jogos que são feitos, essa política que é praticada… destruíram alguns dos maiores clubes da história do Brasil. E a Lei da SAF foi aprovada com grande ambição para aquilo que o futebol brasileiro deveria ser. Nós (no futebol brasileiro) produzimos algo como 20% dos melhores atletas do mundo, mas não vencemos 20% das Copas do Mundo. Espero que vençamos este ano. Mas o Brasil é a maior nação do futebol do planeta. Isso é indiscutível.

– É a liga pior administrada do planeta (a brasileira) por causa dos velhos métodos. E o que está acontecendo agora é que eles estão tentando voltar aos velhos métodos. Olhe para todo o progresso no Botafogo, das instalações aos atletas, da ambição à confiança. Eu transformei este clube de um clube com torcedores desesperados para um clube com torcedores gananciosos, certo? Eu adoro que eles sejam gananciosos. “John, isso não é suficiente. Precisamos ganhar mais.” Quer dizer, isso fere os meus sentimentos, mas também me deixa orgulhoso, porque todo torcedor do Botafogo acha que temos que ganhar muitos títulos.

– Sem desistir Então, onde estamos agora, como país… estou ainda mais preocupado. E se você aprova essa lei, convida esse capital e depois trata essas pessoas tão mal? Você vai à Justiça, consegue um juiz do seu lado, pode tirar quem trouxe o campeonato para você, pode pegar o dinheiro dele e ele simplesmente vira nada. “Obrigado pela ajuda, John, mas os torcedores são ótimos e querem que você vá embora”. Ninguém mais vai investir no futebol brasileiro no futuro. Eu vim, fui o primeiro comprador de uma SAF, junto com Ronaldo, no Cruzeiro.

– E acho que fizemos uma diferença positiva: lidamos com a corrupção, lidamos com governança, lidamos com televisão, trouxemos de volta a glória ao grande nome do futebol brasileiro. E é algo tão horrível para o país que os velhos dinossauros do clube social simplesmente possam dizer: “Ah, vamos voltar no tempo“. Então eu não vou deixar isso acontecer. Vou continuar lutando, ficar no Brasil até morrer. Vou ficar no Botafogo por ainda mais tempo. Então, vamos ver o que acontece. Mas eu não vou parar de lutar.

Críticas a jornalistas e influenciadores

– Há algumas coisas que eu quero dizer: as redes sociais estão prestando um enorme desserviço aos torcedores. Algumas das mentes mais brilhantes das redes sociais, alguns dos principais comentaristas do jornalismo esportivo… muitos deles confidenciaram isso para mim. Eles dizem: “John, eu sei que você é a solução certa. Sei que você e Marinakis formam um time dos sonhos. Mas existe uma multidão furiosa no Twitter, eles pagam minhas assinaturas e eu tenho esposa, filho e família. Então não posso apoiar você agora, mesmo acreditando em você.”

– Grande parte da mídia que está controlando a narrativa sobre o que está acontecendo e o que não está acontecendo está difundindo narrativas falsas. E essas narrativas são divulgadas por Montenegro e outras pessoas. Isso acontece todos os dias porque, sabe, o gringo está lá nos Estados Unidos. Eu não consigo acompanhar todas as mensagens do dia a dia.

Rusgas com Botafogo social

– Quero voltar um pouco no tempo. Muitas vezes, antes de janeiro, tentei encontrar uma solução com o clube social, mas eles não quiseram. Estavam negociando dos dois lados. Conversavam com a Ares, conversavam com Michele Kang, com a Eagle Bidco… finalmente chegamos à última semana de janeiro, pouco antes do jogo contra o Cruzeiro, e a nossa temporada estava prestes a começar. Eu tinha US$ 25 milhões entrando por meio de um financiador, e a GDA havia feito um acordo comigo para sermos parceiros em partes iguais, 50% para cada um. Eu também tinha outros € 35 milhões de euros vindo de um clube da Europa… todos nós sabemos qual. Eles comprariam os jogadores, os emprestariam de volta para nós e nos dariam a possibilidade de participar da valorização deles.

– Os jogadores permaneceriam conosco. Então seriam mais de US$ 65 milhões em dinheiro. Esse valor estaria nas nossas contas nos dias 28 ou 29 de janeiro. Mas o clube social realizou uma reunião, uma reunião secreta na casa do JP (João Paulo Magalhães, presidente do associativo), na quarta-feira anterior àquele jogo, e votou para entregar as ações – que eles nem tinham para entregar – à outra parte e colocar o clube em recuperação judicial. Ninguém jamais havia discutido essa ideia de recuperação judicial comigo. É uma loucura.

Recuperação judicial

– Você (desta forma) constrói a reputação do Botafogo no mundo apenas para deixar sem receber todos os clubes aos quais você deve dinheiro. Isso não é certo para o Botafogo. Mas eles (clube associativo) não podiam fazer nada em relação a isso porque eu estava chegando com o dinheiro. Eles queriam a recuperação judicial; eu queria colocar US$ 65 milhões no clube. Então eles foram à Justiça. E todo influenciador ligado ao clube social sabe disso. O clube social foi à Justiça para bloquear transações financeiras e bloquear transações de jogadores. Então, quando eles dizem que o John causou os transfer bans. Tudo o que você precisa fazer para saber que isso é mentira é olhar para o dia 28 de janeiro, porque eles foram à Justiça para impedir a entrada do dinheiro.

– Imagine se tivéssemos US$ 65 milhões na nossa conta em 30 de janeiro. Nunca tivemos tanto dinheiro no banco de uma só vez, nem mesmo no nosso maior ano de conquistas. Então, se você tivesse US$ 65 milhões em caixa, tivesse controle de tudo e ainda mantivesse as relações com Marinakis e com outros investidores – porque ainda era uma grande história – não haveria transfer bans, não haveria recuperação judicial. Nós não estaríamos tendo esta conversa. Então é importante.

Bloqueios de recursos

– Houve pelo menos quatro momentos em que o clube social bloqueou a entrada do dinheiro, e os influenciadores ligados ao clube social não estão dizendo a verdade sobre essa história. Eles conhecem os fatos. E aqui estamos de novo. Se ninguém acreditava em mim antes, bem, acabou de acontecer de novo neste fim de semana (o último de junho). Na sexta-feira, o conselho de administração aprovou a entrada de muito dinheiro de investidores muito específicos.

– E, na segunda-feira (29), o clube social realiza uma assembleia e diz: “Não, não. Nós não vamos aceitar o dinheiro do Textor.” É muito importante que as pessoas chamem isso pelo que realmente é. Isso é (Carlos Augusto) Montenegro e o ego dele, porque ele ganhou um desses em 1995 e isso fere os sentimentos dele, porque agora nós temos dois desses em 2024. Eu fiz o meu melhor para honrar o legado dele e demonstrar respeito. Eu o respeitei. Mas foi demais para ele. Ele precisava do clube de volta. E o que ele fez? Simplesmente nomeou um monte de amigos para o conselho.

Grupo multiclubes Eagle

– Às vezes você se apaixona pela estrutura, pela arquitetura de um plano de negócios que funciona. E não pensa nos parceiros que traz para dentro. Se eles não estão nisso pelo mesmo motivo que você, então não existe alinhamento. A Michele (Kang, do Lyon) é uma mulher muito ambiciosa. Tem um histórico de adquirir empresas de maneira hostil. Sinceramente, eu deveria ter pensado mais nisso. Deveria ter pensado mais nela. Na Ares.

– É um novo fundo esportivo. Eles nunca foram ao Brasil. Nunca assistiram a um jogo no Brasil. Não se importavam com o Botafogo. Na noite em que eu estava segurando o cheque (do título Libertadores), aquele grande cheque de papelão, no palco, de US$ 23 milhões, o meu telefone não parava de acender com piadas dos meus investidores. Diziam: “Manda o dinheiro para nós!”. Que tipo de comentário idiota é esse para fazer quando você está em um palco, realizando uma das maiores conquistas que um clube de futebol pode alcançar? Essas pessoas só pensavam em dinheiro. E o meu erro foi trazer pessoas do dinheiro para dentro do clube.

Críticas à GDA

– Pessoas que têm dinheiro podem ser ótimas pessoas. Mas elas precisam ter coração, paixão e ambição. Precisam ter outro motivo para estar ali, e não apenas o dinheiro. O que me leva às minhas preocupações com Gabriel de Alba, porque eu o trouxe como amigo. Achei que o conhecesse melhor. Como parceiro, em uma divisão de 50% para cada lado. No fim das contas, ele ficou com um acordo melhor. Descobri que ele só pensa em dinheiro. Então, precisamos manter este clube nas mãos de pessoas que se lembrem do que eu sempre disse: você conquista campeonatos por amor.

– Você não conquista campeonatos porque quer ganhar dinheiro. Não conquista campeonatos com ódio, com pessoas destruindo umas às outras. Você precisa pensar no tipo de pessoas das quais nos cercamos. E eu cometi esse erro. Eu estava tão ambicioso para ver essa visão maior se concretizar que não prestei atenção suficiente nas pessoas que estava trazendo para serem minhas parceiras.

– Quando o Montenegro diz: “Todos os parceiros dele querem tirá-lo.” Graças a Deus eles querem me tirar, porque não são o tipo de pessoa adequada para este clube. Esse foi o meu erro. E vou pensar nesse erro por muitos e muitos anos. Mas a lição foi aprendida. Agora temos capital. E ele vem de um dos maiores proprietários do futebol, um dos mais apaixonados e comprometidos com o seu clube.

– Ninguém compra jogadores como esse cara compra. Então, se você quer capital saudável, se quer muito capital, se quer ambição, se quer alguém que adore contratar jogadores, os melhores jogadores, vencer partidas e conquistar títulos, isso é o Kia (Joorabchian), isso é o (Evangelos) Marinakis, isso sou eu. Se você quer alguém que simplesmente assine um cheque rapidamente e salve o dia porque parece rico e administra um circo… bem, você vai aprender uma lição sobre a GDA. A mesma lição que eu aprendi.

Fonte: Redação FogãoNET e Itatiaia

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