Gregore e Marlon Freitas fizeram uma parceira de sucesso no Botafogo 2024. Campeões da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, os volantes comandaram o meio-campo daquele time histórico. Afinal, quem teve mais impacto? Foi o que respondeu Raphael Rezende, ex-scout do clube, em entrevista ao “Glorioso Connection”.
– Para mim, o mais impactante do que a gente fez para 24 em termos do impacto que ele teve no trabalho foi o Gregore. O Gregore contamina o treino, foi um negócio surreal. O cara é maluco, muito competitivo, extremamente profissional, é um monstro. E o entorno vai no ritmo, então ele puxa todo mundo para cima. O Marlon assumiu o papel de capitão, de líder do time de 24, tendo vivido 23. Inclusive ele está nos dois processos. Acho que ele assume muito bem esse papel, mas como impacto, e é um baita jogador com bolam a forma como ele organiza, passe longo, é muito bom, mas eu acho o Gregore um acertador de time – apontou Raphael Rezende.
– Talvez o time de 24, o último passo para ser um time infalível, o que não existe, fosse ter um 8 de chegada. O Marlon é muito bom com a bola, mas não tem tanta chegada. O Gregore seria capaz de equilibrar o time, como foi, e a gente teria mais um cara somando aos laterais que passavam, ao quarteto por dentro. Esse elemento surpresa de chegada para bater na entrada da área o Marlon não trazia para a gente, trazia outros questões. Mas acho o Gregore mais relevante. São questões diferentes do que era a liderança falada do vestiário da roda antes do jogo e essa contaminação do ambiente de trabalho, do dia a dia, do esforço. A taxa de trabalho do Gregore é 200%, muito fora do padrão – finalizou.
Hoje, Gregore está no Al-Rayyan, enquanto Marlon Freitas pertence ao Palmeiras.