O Botafogo volta a treinar na próxima segunda-feira (22/6), no CT Lonier, para dar início à preparação para o segundo semestre, e fará uma intertemporada de 12 dias na Rússia em julho. Franclim Carvalho, técnico da equipe, falou sobre o recesso, as orientações aos jogadores e a expectativa para a segunda parte da temporada, em entrevista ao jornal português “Record”.
– [Foco agora é] Descansar. Passamos um plano de férias aos jogadores e temos 20 dias, mas eles têm que trabalhar qualquer coisinha na mesma. É importante descansarem, porque a competição no Brasil é muito desgastante mentalmente. Que aproveitem, porque a segunda fase da temporada vai ser dura. Obviamente que queremos contratar jogadores e precisamos de fazer alguns ajustes. Depois temos cerca de um mês para preparar até voltar à competição – contou Franclim.
– Vamos fazer uma mini pré-temporada de 12 dias na Rússia. Temos lá quatro jogos, mas acho que é importante e vai dar tempo para colocarmos ainda mais o nosso cunho pessoal. Fizemos 32 ou 33 treinos desde que cheguei, portanto fizemos dois treinos a cada jogo. Gosto muito de treinar e é muito importante ter este tempo de treino. Mas, acima de tudo, a prioridade é essa: descansarem. Para voltarem com fome, a mesma fome que eu tenho. Vamos precisar de trabalhar muito para conseguir os nossos objetivos – completou.
Na entrevista, Franclim Carvalho também falou sobre o trabalho de psicologia nos bastidores, que o ajuda a encarar os desafios do futebol brasileiro. O treinador tem tido um cuidado especial com o tema.
– O treinador tem que se desenrascar! No Botafogo temos psicologia e quando cheguei apresentaram algumas sugestões que achei curiosas. Sobre a preocupação com o treinador e o discurso foi mesmo de encontro a isto. O treinador tem que gerir tudo. A preocupação é sempre pelos jogadores, mas nós aqui olhamos e quem cuida do treinador? Temos feito um trabalho nesse departamento de psicologia e, comigo, o trabalho está sendo muito interessante. Eu me isolo um bocado e tenho esse hábito. Mas às vezes não é benéfico para nós, porque o treinador também tem que estar preparado para essa intensidade e exigência. Tenho sorte porque temos esse departamento, que me tem guiado e tem dado algumas sugestões em determinados momentos – disse.