Guilherme Santos cita episódios de depressão no Botafogo e abre o jogo sobre saída: ‘Não queria ser um fardo’

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Por FogãoNET

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Guilherme Santos cita episódios de depressão no Botafogo e abre o jogo sobre saída: ‘Não queria ser um fardo’
Vitor Silva/Botafogo

O lateral-esquerdo Guilherme Santos rescindiu seu contrato com o Botafogo e foi anunciado nesta sexta-feira pelo Juventude. Em longa entrevista ao site “GE”, o jogador afirmou que chegou a ter episódios de depressão por não conseguir render o que pretendia dentro de campo.

– Eu me pressionei. Dentro de campo eu estava irreconhecível. Eu até entendia a cobrança dos torcedores, porque eu estava tomando decisões erradas. Eu me pressionava muito, e ninguém sabia. O clube apostou em mim, pagava o meu salário e eu tinha que corresponder. Isso gerou uma auto cobrança exagerada. Acabou criando uma doença, segundo algumas pessoas eu levantei até alguns sintomas de depressão, eu fiquei assustado – contou, prosseguindo:

– Chega a um ponto que a gente, por essas dificuldades, começa a comprometer o ambiente. Eu não queria ser um fardo para o Botafogo, eu não queria ser um fardo para as pessoas que eu gostei, não queria ser um fardo para o ambiente que eu criei ali dentro – completou.

Guilherme Santos passou as últimas semanas no Botafogo fora dos planos da comissão técnica, após a diretoria ter contratado Jonathan Silva e Carlinhos. Ele explicou como foi o processo para deixar o clube.

– A gente combinou de tentar entrar em um acordo. A gente já vinha buscando algum meio de facilitar sem ter lados prejudicados. Foi publicado como se o Botafogo tivesse rescindido o meu contrato e me mandado embora, e não foi isso que aconteceu. Eu tinha contrato até dezembro, e a gente entrou em um acordo. Foi um lugar em que eu fiquei quase dois anos, fiz amizades boas, clube que eu sou grato – afirmou Guilherme, esperando que seja um “até logo”:

O Botafogo vai ficar marcado no meu coração para sempre, vou estar acompanhando e desejo toda sorte do mundo a todos que estão empenhados nesse processo do acesso. Fica o meu agradecimento a todos mesmo, de coração. Espero um dia, quem sabe, trabalhar ou voltar a visitar o Botafogo, deixei as portas abertas.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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