Em vídeo divulgado no Instagram, Hélio de la Peña fez um ótimo e divertido texto – ao mesmo tempo que preocupado – sobre a delicada fase do Botafogo. O humorista citou os problemas de John Textor e lembrou o título da Libertadores em 2024.
– É verdade, eu, Maurício Meirelles e Marcelo Adnet estamos nos juntando para comprar a SAF do Botafogo. Existem vários interessados, entre eles, o dono da Ferrari, mas nós também temos nossas economias. Estou vendendo meu Fiat Marea, único dono, para entrar nesse rachuncho e tirar nosso Fogão desse sufoco. Antes de falar do bota fora do Bota, preciso dizer que sou extremamente grato ao John Textor. Dia 30 de novembro de 2024, vivi no Monumental de Núñez a minha maior alegria no futebol. Não conheço um botafoguense que prefira estar com as contas em dia e sem a Glória Eterna. Já diria o filósofo Filipe Ret, só quem se arrisca merece viver o extraordinário. Eu preferia estar falando de futebol, especulando quem estará no gol no próximo jogo, falando sobre a recuperação do Arthur Cabral. Mas o assunto é a recuperação judicial. Agora, para torcer para o Botafogo, a gente tem que entender de direito societário, direito desportivo e geopolítica internacional. Tive que recorrer ao Google para saber o que diacho significa Tribunal Arbitral da FGV. Se você também teve que pesquisar e entendeu alguma coisa, deixe aqui nos comentários, por favor – disse Hélio de La Peña.
O humorista lembrou ainda que o ano de 2024 não foi o que gerou todo o caos do Botafogo.
– Montar um timaço e ganhar Libertadores não foi um problema nenhum do ponto de vista financeiro. Na verdade, foi o melhor investimento do Bota em décadas. A coisa começou a desandar quando o Textor resolveu comprar o Lyon sem ter dinheiro para isso. O cara saiu pegando dinheiro emprestado a juros altíssimos, comprando jogadores caros depois de ter usado toda a grana das nossas premiações para cobrir o rombo do Lyon. Vendeu nossos craques a preço de banana e, para piorar tudo, ofereceu as ações da nossa SAF como garantia dos empréstimos impagáveis. O gringo tomou umas caipirinhas e por pouco não investiu no Banco Master. E, assim como o banco, foi liquidado da diretoria – explicou.
– Ele está fora do comando do negócio que ele mesmo criou. É um cara simpático, de boa lábia, conseguiu convencer muita gente, inclusive a mim, por muito tempo. Mas, uma hora, a lábia para de se sustentar. Teve que pedir o boné azul e caí fora. Em suas últimas aparições no estádio Nilton Santos, víamos ele sozinho no seu camarote, antes disputado por todos os torcedores e dirigentes. Foi melancólico. E sua saída pode ser uma luz no fim do túnel. Vamos perder jogadores importantes, vamos cortar a própria carne, mas vamos sair dessa. Só espero um dia voltar a falar só de futebol. Nesse meio tempo, quem agradece é meu cardiologista, que já comprou uma mansão com as consultas por conta do Botafogo. Aí Maurício, aí Adnet, vou ver com os outros Cassetas se consigo dar como garantia no nosso negócio as ações das organizações Tabajara. Aguardem notícias em breve – completou.