John Textor, do Botafogo, vê potencial para futebol brasileiro gerar US$ 20 bilhões, mas pede foco em exposição internacional: ‘Hoje dinheiro bate entre paredes’

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Por FogãoNET

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John Textor, investidor da SAF do Botafogo
Reprodução/Futura

Acionista da SAF do Botafogo, John Textor explicou suas ideias sobre futebol e economia no programa “Meme Explica”, do canal Futura. Em entrevista ao jornalista botafoguense André Fran, ele defendeu o foco em exposição internacional para o aumento de receitas do futebol brasileiro.

Textor respondeu se acredita que investir em clube de futebol é lucrativo atualmente.

– Eu acho que um modelo do futebol puro em si é muito difícil fazer funcionar. Você sabe, muitas equipes gastam muito tempo, muito dinheiro, perseguindo sucesso competitivo. Eu tenho uma visão de que o público do clube, acho que os modelos de negócios, que são focados no público do time, são mais valiosos do que o próprio time. Acho que existe uma relação simbiótica entre o modelo tradicional de negócios de futebol e alguns dos novos modelos de negócios, que vemos no espaço do consumidor de tecnologia. Eu acho que o casamento tem potencial para ser muito lucrativo – declarou.

Para o Brasil, Textor crê que o caminho é apostar na internacionalização do produto.

– A liga inglesa tem o melhor contrato de televisão do mundo. Eles estavam entre os primeiros a realmente se organizarem adequadamente como uma liga. Isso é algo que a Libra, aqui no Brasil, está fazendo agora. Então, a liga inglesa foi a primeira, eles se organizaram melhor. Acho que estamos fazendo isso muito bem aqui no Brasil. É engraçado, acho que competitivamente o Brasil está à frente do mundo em tantos aspectos, mas em termos de negócios do futebol está bem atrás. Mas acho que isso está mudando. Eu sabia que este produto não estava sendo cultivado como um produto para fins de entretenimento, onde o entretenimento pode vir do que está acontecendo no campo, pode vir da cultura e da paixão das multidões. Acho que nada disso foi cultivado no Brasil. Você vê isso em pequeno pedaços. Há uma produção de qualidade de vídeo e edição aqui, mas isso precisa ser projetado no mundo todo. Se tudo que temos é faturamento doméstico, temos apenas dinheiro batendo entre paredes, mudando de bolso para bolso, e nada está crescendo. E eu acho que essa é a parte ruim do Brasil agora. E temos que focar na exposição internacional – ponderou.

Em relação às SAFs, o empresário americano se mantém cauteloso.

– Tem potencial para ser muito bom. Tem potencial de não chegar a absolutamente nada. A SAF é uma nova oportunidade para convidar investimentos estrangeiros para ter essas SAFs comandadas como negócios muito viáveis. Nós estamos entre os primeiros e nós vamos precisar ter sucesso e mostrar um exemplo, e Ronaldo vai ter que ser bem sucedido e mostrar um exemplo, e o capital que está por vir, a mesma coisa – disse John Textor, que vê bastante potencial no futebol brasileiro.

É muito importante para cada economia ter negócios onde mais dólares entram, vindo do resto do mundo, do que saem para o resto do mundo. Qualquer negócio que possa gerar de 10 a 15 a 20 bilhões de dólares em balança comercial, o que o negócio de futebol no Brasil certamente pode… Essa quantidade de dinheiro entrando neste país e depois ficando aqui, eu sei que as pessoas aqui precisam. Então vamos tentar fazer acontecer – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Futura

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