Luís Castro revela ‘pressão diária’ por CT no Botafogo: ‘Não há clube de sucesso no mundo que não tenha um’

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Por FogãoNET

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Luís Castro revela ‘pressão diária’ por CT no Botafogo: ‘Não há clube de sucesso no mundo que não tenha um’
Vitor Silva/Botafogo

Luís Castro está no Botafogo não apenas para ser um treinador, mas também para desenvolver o futebol do clube. Uma de suas principais preocupações é centro de treinamento, como apontou ao criticar o gramado do campo do Espaço Lonier em coletiva nesta sexta (“duro, bom para estacionar carros”). Já em entrevista divulgada pelo site “GE” neste sábado, o técnico português deixou claro que faz cobranças internas.

Toda a minha participação é de pressão e de sensibilizar todos daquilo que é um CT de futebol e para a sua academia. É impossível nós pensarmos em um Botafogo de sucesso sem termos essa infraestrutura. Então, a minha pressão, e quem vive a minha volta sabe, é diária. Quando é que tomam essa decisão, do local, quando começam as obras? Nós não podemos começar a próxima temporada sem ser em um espaço que seja alternativo para o desenvolvimento de um CT, que dure um ou dois anos de construção. Acho que quando eu parta do clube, espero cumprir o meu contrato até o fim, e quando eu partir, você ver que eu participei na construção desse CT. A minha participação é essa, é de sensibilização e de pressão diária sobre a importância do CT. Porque não há nenhum clube no mundo de sucesso que não tenha um CT de sucesso – explicou.

Ele deu como exemplo a própria experiência que viveu no Porto.

– Eu acho que as pessoas já têm a sensibilidade para isso, que é realmente necessário, e eu espero que desenvolvam. Eu entendo mais uma cobrança de nós não termos CT do que nós perdermos um jogo. Então, para mim é muito importante o CT. Vivi 10 anos dentro do futebol do Porto, vivi 10 anos em uma organização em que tinha de estar alicerçada a um conjunto de infraestruturas, que nós achávamos que era decisiva. E se tornaram decisivas. E programas de desenvolvimento dos jogadores dentro dessas infraestruturas se tornaram decisivas – disse.

– Entenda agora, o Vitinha e o Fábio foram vendidos, um para o PSG e outro para o Arsenal, ainda produtos desse programa de desenvolvimento individual dos jogadores que nós fizemos dentro da academia. E foram jogadores que foram vendidos por 30 e tantos milhões, outro por 20 e tantos milhões. Portanto, só ali se geraram 60 e tantos milhões de euros para o clube. O modelo do negócio no futebol é claramente o desenvolvimento e aproveitamento, e posterior a venda. Contratação, aproveitamento, e posterior a venda. Essa é a máquina do futebol. Esse é o modelo do futebol. Portanto, só com uma grande infraestrutura é que nós podemos ser viáveis. Então, a minha sensibilização para todos a minha volta e eu dizia que a cobrança tem que ser maior do CT do que o próprio resultado imediato – acrescentou.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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