Depois de uma passagem curta pelo Botafogo, que durou apenas 17 jogos, Martín Anselmi foi apresentado nesta quinta-feira (18/6) como novo técnico do Elche, da Espanha. O treinador argentino, claro, foi questionado sobre seu trabalho no Alvinegro e disse que, pela situação administrativa do Glorioso, ele nem considerou o clube como um “processo” na carreira.
– Acredito que as situações e os contextos de cada processo são um mundo à parte. Poderíamos passar horas falando sobre cada processo da minha carreira, os bons, os ruins ou os nem tão bons. Não sei se o último processo pode ser categorizado como ruim, porque, no fim das contas, nem o considero um processo. Estivemos por muito pouco tempo numa instituição que passava por um período muito caótico, que ainda está passando. Então, acho difícil chamar aquele período de trabalho de processo – iniciou Anselmi.
– Acho que, no fim das contas, nós, treinadores, somos treinadores, não mágicos. Somos trabalhadores como vocês, como todos aqui, onde, no meu caso, me dedico a levantar todos os dias e tentar fazer meu trabalho da melhor maneira possível. E como qualquer trabalhador, acho que precisamos de tempo para demonstrar o que nosso trabalho é, ou como o fazemos. Não vou usar o tempo como desculpa. Eu entendo de futebol, sei que futebol é sobre resultados. Não ignoro isso. Respiro futebol há muitos anos, não só como treinador principal, mas também tenho uma longa carreira como auxiliar, analista e em diferentes funções, não só a nível profissional, como também na formação – completou o argentino.
Durante sua passagem pelo Botafogo, Martín Anselmi foi bastante criticado por utilizar jogadores fora de suas posições, mas também sofreu com o impedimento de registrar jogadores por conta dos transfer bans impostos pela Fifa. Nesse período, foram 18 jogos, com sete vitórias, dois empates e nove derrotas, além da eliminação na fase preliminar da Libertadores.