Denúncias criminais contra Michele Kang serão analisadas pelo Ministério Público Financeiro da França (Parquet National Financier). As acusações em uma série de documentos apresentados nesta sexta-feira envolvem a disputa pelo controle da Eagle Football Group, empresa detentora do Lyon, presidido por Kang. A informação é do canal “Visão Botafoguense”, no Instagram.
Segundo o canal, algumas das alegações são “corrupção privada, abuso de poderes sociais, apresentação de contas inexatas e divulgação de informações falsas ou enganosas”, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão e multa de € 100 milhões.
O canal informa que os documentos mostram que Michele Kang firmou em julho de 2025 um acordo de governança paralelo com a Ares e Christopher Mallon, sem o conhecimento do conselho de administração ou do mercado. Assim, ela teve permanência garantida como diretora-geral até 2027, enquanto a Ares ganhou poder de veto sobre decisões estratégicas, esvaziando, na prática, a autoridade do conselho formal.
E o Botafogo? O clube faz parte de um dos pontos sensíveis da denúncia. O Eagle Football Group teria omitido dívida de cerca de € 104 milhões com o Glorioso, tendo registrado nas contas um suposto crédito de € 124,2 milhões ao clube, baseado em transferências de jogadores descritas como “criações contábeis” ou “operações imaginárias”, que nunca foram propostas ou autorizadas, diz o canal.
Este é um dos motivos para a SAF do Botafogo ter entrado com ação na Justiça contra o Lyon.
O “Visão Botafoguense” lembra ainda que a Autorité des Marchés Financiers (AMF), órgão regulador do mercado financeiro francês, abriu investigação envolvendo Michele Kang em março. O suposto acordo paralelo que incluiria o fundo Ares, o ex-diretor da Eagle Bidco, Christopher Mallon, e a própria executiva, também está no foco.