O imbróglio vivido pelo Botafogo virou pauta no “Redação SporTV“. No programa desta terça-feira (14/4), o narrador Bruno Cantarelli comentou a situação do clube e fez uma ressalva ao modelo de SAF, como o Alvinegro tem com John Textor.
– Eu tentei mergulhar nesse assunto ontem e eu confesso que, assim, é complicado. É gigantesco o caos que vive o Botafogo. Eu acho que é um grande exemplo de que as SAFs não são a salvação do futebol brasileiro. São formas de administração apenas, diferenciadas. E mais, uma empresa pode ser vendida. O clube social não vai ser vendido. Isso é uma grande diferença das SAFs. Tem diversos outros pontos de diferença. Só que é um caos tão grande que o John Textor ainda tem uma liminar, aqui na Justiça do Rio, para ser administrador do Botafogo. Está à frente da SAF do Botafogo baseado em uma liminar.
– E agora o que vai acontecer com o futuro do Botafogo é o que me preocupa muito e me impacta. Porque eu acho que é algo inédito no futebol brasileiro. Já tem alguns casos. Eu fui tentar ver se já tem alguns casos como esse em outros países, porque na Inglaterra é algo mais comum você ter donos de clubes. Mas é um caso inédito no futebol brasileiro. Teve o caso do Vasco que não é igual. O social entra na justiça para readquirir o controle da SAF. Isso não acontece com o social do Botafogo. Pelo menos não nesse momento. Caso a liminar caia, o que se parece é que o controle da SAF Botafogo volta para a Eagle, que está botando a SAF à venda lá fora. Porque lá fora não existe essa liminar. Ela existe aqui na Justiça do Rio – disse Bruno Cantarelli.
O narrador relacionou os problemas atuais do Botafogo ao sucesso de 2024.
– O torcedor quer ser campeão. O torcedor no Brasil quer ganhar e ser campeão. É isso. É muito difícil você falar para o torcedor do Botafogo que aquele dia da final de 24 pudesse não ter existido. Porque tem muito envolvimento emocional nisso. Então, é óbvio. Se lá atrás você falar, você vai ter isso aqui, vai viver isso aqui com seu pai, vai viver isso aqui com seus familiares, esse tipo de experiência, como foi, o time jogando com um menos, sendo campeão brasileiro no mesmo ano, que eu só tinha visto em 1995, mas depois o clube vai falir, você vai aceitar? Essa é a questão.
– Para um time tradicional, como é o Botafogo, óbvio que a resposta tem que ser não a essa pergunta. Só que é tanta coisa envolvida naquele dia 24, que eu tenho certeza que a galera pensa assim, cara, se aquilo não tivesse acontecido na minha vida… É uma questão muito difícil – ponderou.
– O torcedor do Botafogo tem que acordar para o que é a realidade daqui para a frente. E ela é duríssima. Quem comanda o clube hoje? Pela liminar, é o Textor. E o social, qual o poder que tem? É muito imprevisível, mas não tem cenário bom – alertou.