PC Caju fica indignado com tratamento a ídolos no lançamento do projeto do Museu Botafogo: ‘Falta de respeito’

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Por FogãoNET

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Paulo Cézar Caju, Roberto Miranda e Carlos Roberto
Vitor Silva/Botafogo

Ex-jogador do Botafogo, Paulo Cézar Caju saiu indignado do lançamento da pedra fundamental do Museu Botafogo, realizado na quarta-feira na sede de General Severiano. O ídolo alvinegro ficou na bronca com o presidente Durcesio Mello e considerou falta de respeito a forma como outros ícones da história do clube foram tratados no evento. Sobrou até mesmo para Marcelo Adnet, que discursou na cerimônia.

– Não tenho afinidade com o atual presidente, não sou amigo, mas também não inimigo, esbarro algumas vezes com ele. Surgiu esse convite há três dias por intermédio de um assessor. Não queria ir, mas por saudade do pessoal, queria rever essas pessoas e General Severiano, fui. Começou a apresentação, chamaram o CEO do Museu, o arquiteto e depois o humorista da ‘plim plim’, o tal de Marcelo Adnet, global, comunista, e o presidente no final – disse Caju ao “Lance!”, continuando:

– Saí da minha casa, estou falando por mim porque isso me deixou indignado… Você está criando um museu para que não se perca a memória de grandes ídolos que estão vivos ainda, você ser convidado e não é citado por nenhum dos quatro personagens que foram ao palco. Temos muitos nomes dessa geração de 1950 a 1970 que ajudou a conquistar três Copas do Mundo e em um evento que durou uma hora e meia você não é citado nem como convidado. Parecia que esses quatro senhores é que jogaram. Foram eles que vestiram a amarela, foram bicampeões carioca, campeões brasileiros… Saí da minha casa, não pedi para tomar café com ninguém dessa diretoria mas poderia ter sido pelo menos respeitado. Nós não fomos citados em nenhum momento. Não faço a mínima questão de lidar com essas pessoas – continuou.

Outros grandes nomes da história do Botafogo estiveram presentes, como Carlos Roberto, Afonsinho, Manga, Roberto Miranda e Túlio Maravilha. PC Caju diz que seu sentimento foi compartilhado com os outros ex-jogadores.

Não é que me senti ignorado, foi uma falta de educação, falta de respeito me tirar da minha casa… Não pedi para ir tomar café com ninguém do Botafogo. É um clube que eu tenho uma história e esses últimos companheiros também. Não fomos nem citados por nenhum dos personagens que subiram ao palco para falar do projeto. Não fiquei esperando que ninguém me desse explicação não. Eles sabiam que nós (ex-jogadores) estávamos na sede do clube. Antes de começar o evento o próprio Durcesio veio ao nosso encontro e nos deu bom dia. Mas tudo bem, não estou preocupado com isso. Estou é indignado de ter ido na porcaria desse evento – esbravejou.

Caju encerrou o desabafo citando o exemplo do Atlético-MG, que levou os ídolos à festa do título do Campeonato Brasileiro, no Mineirão lotado, contra o Red Bull Bragantino.

– O Atlético-MG deu o maior exemplo nesse falido futebol brasileiro, que é formado por seres humanos que não têm memória. Deram uma lição nessa conquista do Brasileirão ao levar Dario (Dadá Maravilha), Éder, Reinaldo e outros antigos que fazem parte da história para o Mineirão. Isso no Botafogo não existe. Já fizeram isso com meu pai, Garrincha, Quarentinha e atualmente estão fazendo com o Amarildo. O que eu tenho para dizer para o pessoal do Botafogo é que não preciso deles para porcaria nenhuma – encerrou.

Fonte: Redação FogãoNET e Lance!

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