Pedrinho, sobre desempenho melhor do Botafogo fora de casa: ‘Time se sente mais confortável, com menos pressão’

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Por FogãoNET

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Pedrinho, sobre desempenho melhor do Botafogo fora de casa: ‘Time se sente mais confortável, com menos pressão’
Reprodução/SporTV

O Botafogo tem a segunda melhor campanha como visitante no Campeonato Brasileiro, com quatro vitórias em oito jogos – a última delas nesta segunda, em cima do Red Bull Bragantino. Paralelamente, em casa, o Glorioso somou apenas sete pontos de 21 possíveis. Para o comentarista Pedrinho, isso tem uma explicação – e ela passa pelo ajuste de expectativas sobre o primeiro ano da Era SAF.

– Luís Castro já deu entrevista dizendo que os jogadores não podem mudar a forma de jogar pela influência externa, do torcedor. Fora de casa o Botafogo tira essa responsabilidade. Quando o torcedor vai para o Nilton Santos, está vendo a história do Botafogo, e não a realidade atual. Ele cobra um jogo do ano 6 do Textor, mas ele não tem nem seis meses. Já querem que o Botafogo amasse, maltrate o adversário, e não é assim, por característica individual e coletiva, pelo pouco tempo de trabalho – argumentou Pedrinho no “Seleção SporTV”.

– Quando o Botafogo sai, se sente até mais confortável e com menos pressão da atmosfera. Vimos alguns jogos no Nilton Santos e a torcida fica impaciente, mas às vezes o adversário, que por tradição é menor do que o Botafogo, tem mais tempo de trabalho, é melhor coletivamente, como foi o caso do Fortaleza, que ia vencer aquele jogo se não fosse a expulsão. O Botafogo tem que entender que a ajuda do torcedor mesmo com dificuldades dentro de casa pode ser determinante para subir na tabela – completou.

Pedrinho citou o caso do Flamengo campeão da Libertadores de 2019 para mostrar a necessidade de tempo para um projeto começar a dar resultados.

– É duro para o torcedor ouvir isso, ouvir verdades, mas o Botafogo esse ano tem que se sustentar na Série A, com a possibilidade de beliscar uma Sul-Americana ou até Libertadores. É o início de um processo, passa pela organização financeira e pela estrutura de jogo. É como o Flamengo de 2019, depois de seis anos, quem colheu os frutos foram outros jogadores. Quando entrou a SAF e o John Textor, a galera quis acelerar o processo que dentro de campo não é assim. O Botafogo vai levar tempo para construir um modelo de jogo com capacidade técnica – analisou Pedrinho.

Fonte: Redação FogãoNET e SporTV

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