Programa debate Botafogo e ‘discorda’ de Textor se basear em lei da SAF (!?): ‘É preciso reservar caixa para penhoras não previstas’

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Por FogãoNET

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ESPN debate o Botafogo
Reprodução/ESPN

Um puro suco de Brasil. Apesar de haver uma lei da SAF, que faz uma fila de credores e organiza pagamentos, o Botafogo foi surpreendido por penhoras pesadas em 2022. Foi o que contou o empresário americano John Textor na live do FogãoNET.

No programa “ESPN F360”, o debate foi para o lado de que o investidor tem que “reservar caixa para pagar penhoras”, não apenas se basear na lei da SAF.

– Essa discordância entra mais no campo legal, de interpretação das leis das SAFs. Pode entrar em recuperação judicial e centralizar o pagamento das dívidas, faz uma fila de credores. O Botafogo e Cruzeiro estão fazendo, mas entendo o lado de quem olha para a fila e fala “opa, vou esperar e o clube contratando, investindo e eu precisando receber?” Entram na Justiça para cobrar e algumas cortes têm dado razão a essas cobranças. Isso gera insatisfação do Textor, do Ronaldo, vai bater na 777. Clube-empresa tem que contar com esse passivo, de interpretação judicial. A lei da SAF não vai garantir tudo, o investidor tem que saber que vai arcar com dívidas que não estavam previstas e que estarão à margem do Regime Centralizado de Execuções. Até por isso tem que ser comedido nas metas e mostrar o quão difícil é equacionar o clube e colocar no rumo certo. Quando empresas fazem recuperação judicial, tem gente que não fica satisfeita e vai à justiça, é um direito legítimo pela legislação brasileira. Vai além da lei da SAF. O investidor precisa saber que investindo no Brasil tem esses percalços. Mas para mim já fez o dever de casa, montou base de time, renovou o elenco, agora é estabelecer uma base, ter jogadores jogando junto e técnico estabelecendo filosofia. Em vez de baciada de contratações, reforços pontuais, que não forçam tanto o caixa e libera margem para esse tipo de ação, que vai continuar acontecendo. O Botafogo ainda vai ter de lidar com o passivo, com o passado e com dívidas que chegam fora do Regime Centralizado de Execuções – disse o comentarista Breiller Pires.

– Quem que ele sugere que pague? Quem vai pagar por isso? E tem o outro lado, só conseguiu esse acordo por causa dessa perspectiva. Se fosse para zerar, até eu me candidatava. Tem ônus e bônus – ironizou o comentarista Celso Unzelte.

– É justíssimo um credor ir à Justiça porque não concorda, tem prazos para receber de até dez anos, é muito longo. É muito pesado para quem tem dívida a receber. O fato de se tornar SAF não garante que não tenha execução e penhora. É preciso reservar caixa para isso – completou Breiller.

Fonte: Redação FogãoNET e ESPN

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