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Análise: Lucio Flavio vai mal e torres gêmeas do Goiás decidem contra o Botafogo

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Blog da Redação

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Hugo e Fernandão - Goiás x Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Com atuação fraca, o Botafogo perdeu para o Goiás por 2 a 0 no Estádio Hailé Pinheiro neste sábado. A mudança do treinador Lucio Flavio não surtiu efeito e o ataque esmeraldino não tomou conhecimento da defesa alvinegra. Restam dois jogos para o fim da triste caminhada alvinegra na primeira divisão.

Lucio Flavio escalou a equipe com a formação que terminou o jogo contra o Grêmio. A ideia era ter três zagueiros para melhorar a proteção à área e liberar os alas Kevin e Hugo para atacar as pontas. Marcelo Benevenuto e Kayque substituíram os lesionados Zé Welison e Romildo. Na equipe titular, apenas Kevin e Cesinha não passaram pelas categorias de base do Glorioso.

Precisando da vitória para continuar lutando contra o rebaixamento, o Goiás começou o jogo explorando a maior virtude do seu ataque: o jogo aéreo dos dois centroavantes. Nos primeiros cinco minutos, o Esmeraldino levantou a bola na área quatro vezes, sempre encontrando a cabeça de Fernandão ou Rafael Moura. No quinto cruzamento, aos sete minutos, o He-Man abriu o placar. Mais uma vez, a falta de pressão na bola na marcação do Botafogo pelas laterais permitiu ao adversário cruzar com qualidade.

Oscilando entre 20% e 25% da posse de bola nos primeiros 30 minutos, o Botafogo não conseguiu trocar passes. Tampouco conseguiu jogar em transição no contra-ataque. O meio-campo alvinegro foi engolido pelo Goiás. Mal distribuído em campo, o Alvinegro parecia sempre ter menos jogadores envolvidos nas jogadas. Mesmo Cesinha e Matheus Nascimento, destaques nos últimos jogos, pouco conseguiram tocar na bola e participar do jogo no primeiro tempo.

Mesmo melhorando nos minutos finais da primeira etapa, as estatísticas ilustram como o jogo alvinegro não funcionou: 37% de posse de bola e 138 passes trocados, enquanto o Goiás trocou 253 passes. Outro ponto de destaque foram as disputas aéreas vencidas por cada equipe: 11 por parte do Goiás e apenas duas do Botafogo.

Na volta do intervalo, Lucio Flavio trocou Cesinha por Warley, buscando mais velocidade no setor ofensivo. O time voltou controlando a posse da bola e trocando passes com mais rapidez, o que fez o Botafogo começar a criar chances e ser perigoso no campo de ataque. A postura do Goiás foi de aceitar o controle alvinegro e jogar no contra-ataque, mas a falta de alternativas de velocidade deixaram o time sem reação.

Contudo, aos 18 minutos, na primeira bola levantada na área pelo Goiás no segundo tempo, a fraqueza alvinegra nas bolas aéreas voltou a dar as caras e Fernandão cabeceou sozinho para ampliar o marcador. A falta de entrosamento e noção de posicionamento na formação com três zagueiros ficou evidente na jogada do gol.

O gol abalou o time e a reação que se desenhava afundou. A rapidez na troca de passes deu lugar ao nervosismo e ao excesso de individualidade. Lucio Flavio também pareceu não saber o que fazer para corrigir o time. Manteve em campo os três zagueiros que não conseguiram anular o ataque esmeraldino. Trocou Hugo por Babi e Matheus Nascimento por Bruno Nazário antes de perder Kanu, expulso aos 39 minutos.

A atuação individual e coletiva abaixo da crítica da jovem equipe botafoguense chama a atenção, mas não é definitiva para a análise do potencial dos jogadores. É comum a oscilação de rendimento de uma equipe com média de idade abaixo dos 22 anos. Por isso, é importante o cuidado em depositar em Matheus Nascimento, de apenas 16 anos, toda a responsabilidade de conduzir em campo a reconstrução do time.

Nos dois jogos finais, o Botafogo precisa de uma vitória para evitar a pior campanha em um turno na história dos pontos corridos. Com apenas quatro pontos em 17 jogos no returno, o Alvinegro mira os sete pontos conquistados pelo América-RN no returno de 2007 e pelo Avaí em 2019. O próximo compromisso da equipe é contra o São Paulo no Nilton Santos.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 46% x 54% GOI
Passes certos – BOT 289 (84%) x 346 (84%) GOI
Cruzamentos – BOT 1/19 (5%) x 9/16 (56%) GOI
Finalizações – BOT 11 (3 no gol) x 11 (7) GOI
Chances claras – BOT 0 x 1 GOI
Faltas – BOT 26 x 22 GOI
Disputas aéreas vencidas – BOT 10 X 17 GOI
Desarmes – BOT 13 X 18 GOI

Fonte: Redação FogãoNET

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