Luís Castro não pôs culpa na torcida; em construção, time do Botafogo também precisa saber lidar com empolgação

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Luís Castro não pôs culpa na torcida; em construção, time do Botafogo também precisa saber lidar com empolgação
Vitor Silva/Botafogo

Uma referência ao lado emocional do Botafogo no empate em 1 a 1 com o Juventude neste domingo, diante de um mais uma vez lotado Estádio Nilton Santos, fez muitos torcedores alvinegros (um tanto quanto açodados e ainda com a cabeça quente do jogo) ficarem na bronca com o técnico Luís Castro. Pode-se questionar as escolhas dele, as substituições, mas o que ele disse faz todo o sentido.

Luís Castro não atribuiu à torcida o desempenho abaixo da equipe. Nem disse que os jogadores do Botafogo estavam acostumados a jogar com estádio vazio – até porque grande parte do time que está jogando chegou há poucas semanas. É verdade que teve um grande portal por aí querendo levar os torcedores rivais a entenderem isso e tirarem um sarro dos botafoguenses. Ridículo. É tudo uma questão de entender os aspectos do jogo.

Na partida contra o Juventude, ficou claro que o Botafogo pecou na parte técnica na construção das jogadas, na hora de tomar a melhor decisão, no penúltimo passe. Mas o mental também tem reflexo nisso. O mesmo se pode dizer de querer atacar de qualquer maneira, sem organização. Os jogadores alvinegros precisam dosar essa ansiedade.

O lado emocional do jogo esteve muito presente e isso rouba o espaço do lado racional do jogo. Há muita gente a se adaptar à essa realidade de estádio cheio, e obrigado aos torcedores pelo apoio. É fantástico esse conforto que vem da torcida, e querer dar muito uma resposta positiva por parte dos jogadores acaba atrapalhando os caminhos para isso – afirmou Luís Castro, na entrevista coletiva.

Os jogadores devem sentir o calor da arquibancada no sentido de correr e brigar por todas as bolas – e isso tem acontecido -, mas precisam ter a cabeça gelada na hora de executar as jogadas. E isso deve acontecer havendo incentivo ou vaias. O torcedor que pagou pelo seu ingresso é soberano. Não dá para ser fiscal de torcida nesse momento.

Quem gosta de acompanhar as entrevistas de Luís Castro, vê que é um treinador experiente e com muito conteúdo a passar. Com pouco mais de um mês de trabalho, o processo de construção de uma mentalidade de jogo ainda está em andamento – assim como o processo de amadurecimento mental dos atletas. É torcer para que as coisas melhorem na maior velocidade possível.

E que continuemos lotando o Niltão!

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