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Foi Mundial? Como a imprensa registrou e quem o Botafogo enfrentou nos três títulos de Caracas

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Blog da Redação

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Foi Mundial? Como a imprensa registrou e quem o Botafogo enfrentou nos três títulos de Caracas
Reprodução/Internet

O Botafogo classificou como título mundial os três Torneios de Caracas conquistados em 1967, 1968 e 1970 e promete ir à Fifa para obter o devido reconhecimento. Mas como aquele esquadrão alvinegro, que servia de base para a Seleção Brasileira, obteve esses títulos? E como a imprensa registrou estes feitos na época?

Para isso, o FogãoNET acessou os arquivos do antigo Jornal dos Sports na Biblioteca Nacional e obtemos informações na internet, principalmente na RSSSF, maior central de estatísticas do futebol mundial, com dados fornecidos também pelo excelente historiador alvinegro Pedro Varanda. Vamos lá!

Loja do FogãoNET por Estilo Piti | O Site oficial do torcedor do Botafogo

1967: “Atuação de gala”

Era muito comum na época as equipes fazerem grandes excursões. Em 1967, o Torneio de Caracas (nome oficial: Copa Círculo de Jornalistas Esportivos) foi um triangular que reuniu o Botafogo, o Barcelona e o Peñarol.

A equipe espanhola havia sido campeã da Taça das Cidades 1965/1966, um torneio não-oficial que antecedeu a Copa da Uefa (hoje Liga Europa). Já o Peñarol era o atual campeão da Libertadores.

Foram três jogos: Barcelona 1×0 Peñarol, Peñarol 0x0 Botafogo e Botafogo 3×2 Barcelona (gols alvinegros de Airton Beleza, Gerson e Paulo Cézar Caju). O Glorioso ainda tinha craques como Manga, Afonsinho e Roberto.

Por causa do fuso horário (os jogos na Venezuela começavam às 23h no horário de Brasília), os jornais esportivos só conseguiam registrar dois dias depois. O Jornal dos Sports citou o olhar da imprensa local para falar da conquista alvinegra, ressaltando que o Botafogo teve uma “atuação de gala e de grande malícia“.

1968: “A Seleção acaba de chegar”

A edição de 1968 foi diferente. O Botafogo venceu dois jogos, com duas taças distintas: derrotou a seleção da Argentina por 1 a 0, gol de Jairzinho, ganhando a Taça Júlio Bustamante; e depois bateu o Benfica, do craque Eusébio, então vice-campeão europeu, por 2 a 0, gols de Lula e Roberto, levantando a Taça Ildemário Ramos.

No primeiro jogo, o Botafogo ficou sem o troféu oferecido pela Federação Venezuelana de Futebol, com mais de um metro de altura, que foi roubado, e acabou levando outra taça obtida em cima da hora. Há quem diga também que o primeiro troféu – o oficial – só valeria se a Argentina tivesse vencido.

O jogo contra a Argentina, por sinal, acabou tirando de ação por conta da violência quatro atletas do Botafogo: Carlos, Leônidas, Carlos Roberto e Rogério. Dois dias depois do título, o Jornal dos Sports registrou a chegada da delegação alvinegra no Aeroporto do Galeão com muita festa da torcida.

No saguão do aeroporto, a torcida alegrou até aos passageiros em trânsito, com refrões ao som do bumbo, no melhor estilo carnavalesco: “Olê, olá, a seleção acaba de chegar”. A frase mais aplaudida foi quando um torcedor aproveitou uma pausa e gritou: – O Botafogo está em terra. Acabou a tranquilidade dos adversários”, diz a reportagem.

1970: Gol antológico de Paulo Cézar Caju

O Torneio de Caracas de 1970 voltou a ser um triangular: Botafogo, União Soviética (eliminada nas semifinais da Eurocopa de 1968 na moedinha) e Spartak Trnava, então bicampeão tcheco e semifinalista da Liga dos Campeões da Uefa (a famosa Champions League).

O Botafogo estreou vencendo a União Soviética por 1 a 0, gol de Roberto, e depois venceu o Spartak Trnava por 2 a 1, de virada, com gols de Paulo Cézar Caju e Humberto, sendo campeão por antecipação. Na última rodada, a União Soviética venceu o Spartak por 3 a 2 e ficou com o vice.

Os 20 mil espectadores que assistiram à partida talvez nunca tenham visto uma luta tão árdua e inteligente entre as duas equipes. As expulsões de Moreira e Adamec correram por conta do calor da disputa. O Botafogo conseguiu reagir com calma, dominar os tchecos, empatar e chegar à vitória sem que os adversários, já totalmente envolvidos, pudessem fazer alguma coisa para impedi-lo. O gol de Paulo Cézar foi antológico“, ressaltou o Jornal dos Sports, reproduzindo a imprensa venezuelana.

Fonte: Redação FogãoNET

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