Pitacos: só posse de bola não adianta; reforços estão devendo no Botafogo 

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Pitacos: só posse de bola não adianta; reforços estão devendo no Botafogo 
Vítor Silva/Botafogo

* Eduardo Barroca usava a metáfora de comparar posse de bola a “ter um porrete em uma briga”. Contra o Coritiba, o Botafogo teve a bola (ou o porrete) por 67%. Mas pouco agrediu ou causou danos ao adversário. Apenas no fim do jogo fez o contestado goleiro Muralha trabalhar. Acabou perdendo por 1 a 0.

* Essa reclamação já é de outros jogos. Não adianta o Botafogo ter a posse e uma falsa sensação de controle se pouco ataca o adversário. É uma posse antes do meio-campo, de passes lentos e sem ameaçar. O time precisa arriscar mais, ser incisivo, buscar o jogo, sobretudo no primeiro tempo. Geralmente tem ido mal na etapa inicial e se recupera no segundo tempo. Às vezes não vai ser suficiente, como contra o Coritiba.

* A escalação de Luís Oyama como primeiro volante não tem ajudado. Não que ele seja o culpado. Mas, apesar do bom controle de bola, tem dificuldade em sair rápido, em quebrar linhas e em gerar passes para a frente. Segura, gira e toca para trás ou para o lado. Erra bastante na construção ofensiva. Pela dinâmica e mobilidade que tem, até de chegada à frente, poderia ser usado mais como segundo volante (ou médio, para Luís Castro), onde um acerto pode ser mais decisivo e um erro gera menos riscos. Patrick de Paula poderia ser testado como primeiro homem, posição em que mais se destacou no Palmeiras.

* Outro problema passa por ter “tirado” Daniel Borges e Victor Sá de suas melhores posições. Não necessariamente por eles. Mas por Saravia não estar bem na lateral direita e nem Diego Gonçalves na ponta esquerda. Os dois foram muito mal diante do Coritiba. O difícil é que falta confiança em um lateral-esquerdo de ofício (Hugo tem melhorado) e não há um bom ponta-direita disponível.

* Podem ter faltado mais alternativas na primeira janela. O elenco carece de mais opções para goleiro, lateral-esquerdo, primeiro volante, meia, ponta e centroavante. Mas é preciso que os reforços que vieram rendam mais. Foram 12. Apenas Victor Cuesta e Victor Sá tem rendido nos últimos jogos.

* É curioso constatar que o Botafogo, diante do Coritiba, ainda teve a maioria do seu time vinda da Série B. Só Saravia, Victor Cuesta e Victor Sá não. O meio foi Luís Oyama, (Romildo) Del Piage e Chay. Patrick de Paula e Tchê Tchê nem entraram. Espera-se mais deles, assim como de Lucas Fernandes, que até entrou bem no segundo tempo.

*O Botafogo tem mais uma semana inteira para treinar com Luís Castro. O time não é o pior do mundo nem está em crise por ter perdido um jogo após oito partidas de invencibilidade. Mas também pode ser cobrado e criticado. A reação precisa vir já no jogo contra o Goiás, segunda, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro.

* Por fim, novamente a arbitragem. O mesmo árbitro (Bráulio da Silva Machado), o mesmo procedimento, a mesma cera, a mesma complacência. O Coritiba usou e abusou de jogadores caindo no chão – foram pelo menos cinco -, “roubou tempo do jogo”, freou com cera cada ataque do Botafogo. E o juiz deu apenas seis minutos de acréscimo. Um prêmio ao antijogo. Para completar, o Coritiba ainda teve cara de pau de reclamar de falta de fair-play de Erison ao não parar quando um adversário se machucou. E a cera, por acaso, é jogo limpo?

Fonte: Redação FogãoNET

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