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Profissionalismo é manter no cargo um incompetente? Botafogo insistir com Chamusca é inadmissível

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Blog da Redação

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Profissionalismo é manter no cargo um incompetente? Botafogo insistir com Chamusca é inadmissível
Vitor Silva/Botafogo

A nova diretoria do Botafogo chegou cheia de boas intenções, mas está se enrolando. A permanência de Marcelo Chamusca no cargo de técnico é completamente incompreensível. Não se pode mais acreditar que ainda há alguma chance de dar certo.

Chamusca já teve tempo de sobra para mostrar um trabalho. E não mostrou nada. Foi eliminado na segunda fase da Copa do Brasil, ficou em sétimo lugar entre 12 times num dos mais fracos Campeonatos Cariocas da história recente e está em décimo lugar na Série B, sem conseguir nenhuma vitória fora de casa.

Fora os resultados, Chamusca não conseguiu implementar um padrão tático. O Botafogo apresenta diversas falhas, não tem uma formação que você consiga definir como a titular. Vira e mexe o time mostra um buraco no meio. Há alguns problemas recorrentes, como lentidão e falta de mais “pegada” no meio. Até a defesa, outrora elogiada, voltou a falhar.

Num ambiente profissional, o que se faz com um funcionário que não está entregando o que se pede? Demissão. Não cabe o argumento de que o amadorismo fez diversas trocas de treinadores – o que também dificilmente dá certo – para justificar a insistência num cara que já se mostrou incompetente.

Para piorar a situação, o vice-presidente geral do clube conversa com a torcida organizada e afirma que o Botafogo só vai demitir o atual treinador quando encontrar um novo nome. Inacreditável. Chamusca deveria, depois disso, ter a hombridade de pedir para sair.

Se não há ainda um novo nome, que se aposte no momento na dupla Ricardo Resende/Lucio Flavio. Quem gosta de assistir aos jogos do sub-20 do Botafogo, vê uma equipe organizada, com padrão de jogo, ultrapassagens, tabelas, jogadas trabalhadas. Não dá é para esperar uma semana, perder para o Brusque e ficar ainda mais longe do G-4 da Série B.

Faltam ao Botafogo transparência e comunicação

Outra coisa que tem incomodado bastante é a falta de transparência para com a torcida. Depois do empate com o Cruzeiro, o Botafogo nada postou de relevante em suas redes sociais, não passou qualquer mensagem ao torcedor. Nesta segunda, divulgou que uma réplica do Manequinho foi inaugurada no CEFAT. Parece deboche. “Transparência” é uma das palavras mais usadas pelo presidente Durcesio Mello e pelo CEO Jorge Braga.

Eduardo Freeland, diretor de futebol, pouco aparece para falar. A mesma coisa pode se dizer de Jorge Braga, que só fala de negócios (banco digital, loja online, reestruturação do programa de sócio-torcedor e sócio-proprietário…). Enquanto isso, o desempenho do Botafogo na Série B, que é o que realmente importa no fim das contas, vai patinando. E pode não haver mais tempo para uma recuperação.

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