O Botafogo vai reencontrar o Juventude a partir desta quinta-feira pela Copa do Brasil. Isso torna impossível não citar a histórica final de 1999, quando ambos decidiram o caneco e os gaúchos levaram a melhor. O curioso é que a imprensa, ao relembrar aquela partida, cita o mau jogo do Glorioso no empate sem gols na volta, a grande presença de público no Maracanã ou até mesmo o feito do Juventude. Ninguém porém se lembra de um personagem que teve papel decisivo: Márcio Rezende de Freitas.

A importância de Márcio Rezende de Freitas naquela final foi enorme. Mas ele só é lembrado pelos erros que cometeu na final de 1995, quando o Botafogo superou o Santos na decisão do Brasileirão. Os equívocos do árbitro no Pacaembu não chegam nem perto do que foi visto em Caxias do Sul no primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 1999.

Falta de Bebeto foi algo bizarro

O segundo tempo do primeiro jogo da final transcorria tranquilamente. O Juventude, com méritos, vencia por 2 a 1 e tentava segurar a pressão botafoguense. Quando em um lançamento para a área o Alvinegro chegou ao segundo gol. Márcio Rezende de Freitas anulou marcando falta de Bebeto, que participou da jogada. O atacante, porém, no lance, estava de costas e não tinha condições de cometer a infração.

Se não bastasse este absurdo, Márcio Rezende de Freitas seguiu errando. O Botafogo deu sequência à pressão e Rodrigo anotou o gol de empate em condição de legal. Porém, um impedimento, não menos absurdo, foi marcado.

O Juventude segurou o 2 a 1 e o 0 a 0 no Rio de Janeiro. Teve seus méritos na conquista. Mas do Márcio Rezende de Freitas ninguém fala. Só sobre 1995. Algum motivo especial?

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