Deve ser difícil para o Botafogo explicar o Campeonato Carioca para John Textor

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Deve ser difícil para o Botafogo explicar o Campeonato Carioca para John Textor
Vitor Silva/Botafogo

Como todo investidor, John Textor fez a sua análise de mercado antes de investir no Botafogo. O futebol brasileiro é barato se levarmos em consideração a desvalorização da moeda. Além disso existem competições com grande potencial como Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e o próprio Mundial de Clubes. Assim o produto futebol brasileiro, por mais que muitos tentem desvalorizar, segue interessante. Dentro dele o Botafogo é sim uma bela aposta. Mas acredito que seja complicado explicar para John Textor algumas coisas. Uma delas é o Estadual.

Antes que os saudosistas de plantão me ataquem, também fui por muitos anos fã da competição. Era muito legal ver Bangu e America fortes, o Americano criando caso em Campos, os buracos da Rua Bariri, as tardes de sol em Conselheiro Galvão e por aí vai. Como foi legal ver o Porto Alegre ganhar do Flamengo e ajudar o Botafogo na conquista do título de 1989. Mas o Estadual desvalorizou tanto que hoje é impossível acreditar na volta deste tempo.

Chegamos a um 2022 em que o futebol exige profissionalismo. Temos visto a Série A do Brasileirão tomada por clubes que fizeram a aposta de romper com o amadorismo. Enquanto isso percebemos uma Série B com alguns gigantes que pararam no tempo.

Estaduais precisam entender novo tamanho

John Textor, investidor do Botafogo, no Estádio Nilton Santos
John Textor, investidor do Botafogo, deve ter dificuldades para entender o Estadual (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Assim, passadas duas rodadas, deve ser complicado explicar para o John Textor um jogo entre Resende e Audax, um torneio onde o torcedor sequer sabe onde o jogo do seu time vai passar e que quando acha vê uma transmissão amadora. Deve ser difícil explicar o peso das votações na Ferj, a maneira como a competição é organizada e o esforço de alguns times apenas para entrarem em campo.

Deve ser complicado argumentar que é preciso manter a competição para que os clubes pequenos não acabem. Enfim, enquanto os Estaduais não perceberem que seu tamanho mudou e que para se manter vivo é peciso entender este novo tamanho, vai continuar um fantasma perambulando sem que ninguém sequer saiba onde está.

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