O Botafogo teve uma grande vitória sobre o Santos, com um gol histórico nos acréscimos. Eis que depois do jogo, quando o assunto deveria ser o campo e bola, a maldade da mídia entra em cena contra o Botafogo. Mas o técnico Franclim Carvalho percebe e rebate a situação.
Ao ser questionado sobre as interferências de problemas externos no grupo, o treinador rebate com a classe de um europeu dos melhores cantos de Portugal. Lembra, como quem sabe que precisa cortar a mentira pela raiz, que as pessoas a quem se reporta são as mesmas de sempre.
Com o ar de quem percebe a maldade, tão antiga vinda de parte da imprensa, a rebate com grande naturalidade. Uma pequena aula aos jornalistas sobre o que é trabalhar em uma empresa.
– As pessoas com quem eu falo diariamente são o Léo Coelho, 70 vezes por dia, o Brunno (Noce) do scout, e o Eduardo (Iglesias) não falamos diariamente, mas falamos semanalmente, e o Deive (Bandeira) também. São as pessoas a quem eu reporto, a quem eu recorro quando tenho questões ou quando tenho dúvidas, e que me dão conhecimento da situação. Portanto, para nós internamente não mudou nada – explicou Franclim.
Franclim Carvalho mostra para mídia o que é o Botafogo

Uma empresa passa por crises, mas segue trabalhando normalmente. Faz parte do profissionalismo. Logicamente que existem erros, mas faz parte do processo de qualquer endereço.
Seria interessante ver a mídia perguntar se os jogadores de um clube ficam abatidos quando o mesmo gasta fortunas comprando terreno para um estádio e seu presidente, de forma amadora, de uma hora para outra, diz que nada disso importa. Ou que vê o clube pagando fortunas em dívidas vindas de um esquema de corrupção para construção de um estádio com recursos federais. Não. Nesse caso nada interesse. Afinal de contas, a espanholização do futebol brasileiro segue viva no sonho de vários jornalistas.
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Para esses profissionais de mídia um simples recado: assim como contra o Santos, o Botafogo não morre. Nem que seja no minuto final, quando ninguém espera, a salvação aparece.