O que o Brasileirão tem a mostrar ao Botafogo para 2022

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Durcesio Mello, Eduardo Freeland e Vinicius Assumpção - Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

O Campeonato Brasileiro da Série A chegou ao fim na semana passada e no ano que vem um de seus maiores gigantes estará de volta: o Botafogo. Mas a competição de 2021, mesmo sem contar com o Glorioso, tem muito a ensinar para o clube da Estrela Solitária. Uma lição que o Alvinegro já vem aprendendo e que se torna cada vez mais visível aos olhos dos dirigentes.

O Bragantino terminou na sexta colocação. Esteve no G-4 em boa parte do tempo. Além disso conseguiu a classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores. Deixou para trás muitos clubes de tradição que não conseguiram se organizar ainda. O Atlético-GO quase beliscou uma vaga no torneio continental. A perdeu para o América-MG.

Bragantino, América-MG e Atlético-GO têm em comum o fato de terem se organizado fora de campo. Algo que o Botafogo vem fazendo. O clube paulista vem conseguindo, em um exemplo empresarial, mesclar responsabilidade com ousadia. Paga alto quando precisa de algum reforço que ele entende que vai render no futuro. Mas na maior parte do tempo trabalha com os pés no chão.

Os três têm em comum outro fator. Todos têm menos tradição e camisa que o Botafogo. Assim o futebol acaba impondo algumas limitações quando cruzam com clubes de mais camisa e que estão tão organizados quanto. Não falo de vencer ou ganhar jogos, mas em limite de crescimento. Imagina se tivessem camisa e tradição. Assim a grande lição que esses clubes dão ao Botafogo é que a gestão profissional não é mais uma escolha. E sim a salvação. Pergunte isso a alguns gigantes que estão penando na Série B. Eles vão saber dar aula sobre as consequências de se insistir no amadorismo.

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